sábado, 29 de dezembro de 2012

Cão de bar

Dentro de uma fortaleza.
Qualquer homem é mais homem.
Não precisa sobrenome,
é preciso ser amargo.

Pra sonhar como um belo.
Só é preciso ser sincero.
É preciso despudor.
É preciso de amar.

E falando em amor,
É notório o prazer.
Ser somente de você.
É o que move minha emoção.

Pense então que um boêmio.
Desistiu das noites frias.
Quer passar todos os dias.
Com café e pé bem quente.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tempo de padre

Saudade, do tempo em que era vivo.
Saudade, da vida em meu amor.
Me derrete em silêncio, saudade, por favor!

Estando sem rumo, sem riso, sem circo.
O palhaço é chato, ranzinza.
Alivia a dor da menina seu padre.
Deixa a gente se casar! 

Construindo um castelo de cinzas.
Sem cor, sem mobília.
Sem amor cultivar.

Volta logo pro ateu.
Todo dia, dia e noite peço a Deus.
Cale-se e me beba, pra nunca mais ser triste!
Coma-me e festeje, é o pecador que insiste!

Álisson Bonsuet.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Interrogatório bionte

 "Se não me amasse talvez não me odiaria tanto"
 Acordei com esta frase ecoando em minha mente, como é ruim passar a noite sem dormir, tantos problemas acontecendo no mundo, que espécie de herói sou eu ? Não quero vestir a capa e ir a luta, quero cafuné, quero café, né ?! Correr tanto pra encontrar a vida, que linda ela é, já construímos tanto juntos, é justo ! Hoje o meu rei não quer ser rico, disse-me que já tinha tudo, assistia aos filmes que desejava, lia os livros que queria, e agora ? O que fará da vida? Da que ainda resta...  E a rainha, aquela que não quer ver mais nenhuma peça, só quer com urgência chegar em algum lugar, nem ela sabe onde é, e o que fará quando chegar ?
E assim eu vou seguindo, com "o nosso amor e ódio eterno", esperando a minha vez de ser rei, esperançando não ser tão real, e se a bagagem é o que se leva, a aprendizagem vem sem pressa.

Álisson Bonsuet.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Lápide

Amaram-me como merecido.
Comeram-me todos os meus sorrisos.
Beberam-me toda a vida.
E se é por fim, aqui se encontra !

Farei de conta que a vida continua.
Talvez na terra, dentro dela é o meu lugar.
E já que parei de ter a casca, eu ganhei minha alforria.
Ter a certeza todo dia, e aqui, quem não virá ? 

Álisson Bonsuet.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Posseira

Morena do sorriso quadrado.
Que belas curvas as tuas !
Mulher que me fez mais amado.
Que se apossou de minhas ruas.

Se antes via a vida como um cigarro,
que queima até o teu fim.
Hoje vejo quebrar os teus saltos,
e num voo alto ser dona de mim !

Álisson Bonsuet.


Fica ?!

Gentileza era mulher do Pedro, oi prazer, Pedro; virou angústia cedo a tal mulher do Pedro, ele caminhou bebendo o gozo feromônico e namorou com Bela, o tempo não parou, bem como o poeta cantou, a Bela apodreceu e virou cinza; então é isso, Pedro bebeu, morreu, morreu só ? Oh não ! Pedro se fez Alfredo conheceu uma Margarida, também estava de partida, deram as mãos e foram, foram viver, passaram por nós um dia desses e simplesmente, foram simples, sem se ir... Nunca mais !

Álisson Bonsuet

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Nossa pressa

Tão curtos estes tempos.
Tão violentos sabores.
E as dores, a noite, o fogo.

Fico louco, imaginando nossa peça,
tão certa de certezas, tão samba.
E ela queima até o final.

A música e o risco escolhido,
foram apenas rabiscos no papel.
E se hoje queima, não vai embora.

Fica impregnada em minhas mãos.
Sente o som da emoção e dança.
Freneticamente como se tudo acabasse logo.

Posso então chamar de minha,
o que eu nunca pude ter.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ti


Acorda amor, ainda estou contigo.
Mesmo depois de não dar-te sorrisos.
Acorda meu anjo, aqui faço-me presente.
Sei que ainda sente, sei que ainda vibra.

Em vida ou em morte,
Foi minha sorte por muito te ter.
Mesmo após a ida, não haverá despedida.
Só há o concreto, por certo, morrer.

Eu até fui forte,
sem perder meu norte,
sem saber perder você.

Sei presenciar tua felicidade.
E dela eu hei de fazer parte.
Daí já não sabereis partir.

Afirmo, não traio quem atraiu-me.
Nego, me faço de cego perto do fim.
Questiono, será que sou dono do sono de ti? 

Álisson Bonsuet. 



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Noite em sala

Ovo com queijo.
Café com gelo.
Mas, não dói mais.
É até confortável.

Mentais faculdades,
Pra saber fazer arte.
Cabana na sala.
Que cheiro ! Inala !

Que sonho seria,
Temer todo dia,
Tua ida, tua mão.

Que a morte do dia.
Nos traga a vontade.
Da realidade.
Princesa então.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Café, poesia e cafuné

Nos olhos molhados da morena.
No grande sorriso da pequena.
No fogo que agora incendeia.
No amor que aqui se faz.

Tenho-me com fome de ti.
Laço-me nos ventres presentes.
Talvez ponhas para dormir.
Mas só não seria a gente.

Respiração afoita.
O coração palpitando.
Não é a doença com força
É a menina dançando.

Não quero que aches que sou,
Casmurro ou sujo, sem cor.
De ti quero um beijo e dois filhos.
De nós, carinho e abrigo.

Te davas o eterno.
Tu me davas, sincero.
Em troca o complemento.
De volta o prazer, bem lento.

Álisson Bonsuet.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pequena confissão

Chegou a hora de crescer.
O que não para é o que se vê.
A vida em falas, em cenas.
Arruma as malas e os poemas.

Ponha-te a adorar-me sem esforço.
Suga-me a carne e um roubo.
Corta-nos e molda no quadro.
Mas deixa crescer se amar é o fardo.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A emergência a emergir

O sol subiu as montanhas.
Os anjos quiseram nos ver.
É mais uma vez que se tenta.
É só uma flor a crescer.

São risos, amores, libido.
Encontros na vida e nos trilhos.
Os tiros do culpado cupido.
Cumpriram sua missão com prazer.

Mataram meus tempos de sobra.
Comeram as vísceras, a memória. 
E levantou pra amar.
Ressuscitou pra sonhar.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Virgindade

Se faz em dor que vem de dentro.
É o despudor que segue em ventos.
É a mais pura metamorfose.
Pede juízo se vende em doses.

Mas como é triste saber então.
A linda moça vira mulher.
Não é tristeza a solidão.
É que com este coração,
a moça faz o que quiser.

Álisson Bonsuet.


domingo, 29 de julho de 2012

Pausa pro café

A gente busca alguém pra amar, pra chamar de sempre, pra sonhar meio que igual, sonhar junto. Não quero construir o sonho dos outros e nem é preciso ser o centro de tudo, quero gente grande, gente forte, gente que me ajude a pensar, a viver, não alguém que precisemos ensinar o certo ou errado, quero mente pra evoluir, quem está ao nosso alcance sobe com mais facilidade do que quem está no chão, não hoje, ainda não é a hora...


Álisson Bonsuet em poucas palavras...



sábado, 28 de julho de 2012

Amar em mar

Hoje resolvi fazer pra sempre aquele sentimento que se fez interno.
Quantas vezes a alma sorriu, desapegou daquele fardo.
Quantas vezes a gente caiu, chega pediu pra ficar no buraco.


Mas é que hoje eu resolvi mudar a estória.
Resolvi contar minhas glórias, e abir os dentes escancaradamente.
Aquele sono inteligente, aquele sol de madrugada, era meu corpo.


Veja no espelho a esperança de acordar.
A sua história é só sua, não importa quem deixar.
Por mais que se vá, por mais que se vem, morreremos sem.
Morremos só, então viveremos bem, ou nem, só viverei.


Vida enciclica, vida em ciclos, a vida e suas fases.
Nos traga a bagagem, nos traga a luz, nos traga a calma e a tolerância.
Nos leve a arrogância, petulância, só nos leve além !


Álisson Bonsuet.



Pedido amargo

Ei, menina morena, pra que fazes tanta cena?
Já não sabes que me tens e já não sabes que és meu bem?
Ei menina morena, me pediu um ou dois versos.
Só não sei se irá ama-lo, nem sei se vai amar-me.

Ei, menina tão bela, qual o motivo disso tudo.
Uma mordida e dois desprezos.
Um ciume carregado de teatro, carregado de desamor.
Carregando então no peito, a lembrança do desejo.

Não quero que penses que ando por ai rindo a toa.
Eu não choro e nem divirto essas ruas nada boas.
Me bebo, me fumo, me distraio e volto sempre ao mesmo.
A eu mesmo, onde navego, onde espero, onde só lembro.

Álisson Bonsuet. 


domingo, 22 de julho de 2012

Bobo de sorte é bobo da corte

Enquanto o bobo servia a corte.
Ela simplesmente sorria e seguia.
Enquanto os sonhos eram sonhados.
Ela sozinha sabia que não sentiria.


Ele estava a pensar em nomes pros filhos.
Ela estava pensando em conhecer mais amigos.
E de tão distantes e destintos destinos.
Eis que o sino toca no cume da capela.


Estava na hora do divino anunciar.
O bobo da sorte não poderia mais brincar.
A menina não poderia se casar.
O insano da corte começou a gargalhar.


Álisson Bonsuet.



domingo, 15 de julho de 2012

Toda a linha

Perdão amor, mas poderia ser Tereza.
Só não teria a certeza se o amor seria tão bom.
Perdão amor, mas poderia ser Amélia.
Depois de um pouco de Marcelas, eu sigo em frente com meu dom.


Tendo a capacidade de apenas amar-te.
Tendo a pena em minhas mãos, em pleno século XXI.
Sentindo forte que lá fora o mundo ri.
Dizendo a morte para não levar-me sem ti.


É o egoismo que me toma.
Sem piedade ou camaradagem.
É o amor que não destrói.
Mas é paixão que só me parte.


Perdão amor, pelo amor incompreendido. 
Se ainda estiver vivo, mesmo longe há de estar.
Perdão amor, pelo amor tão arriscado.
Só estando ao seu lado, saberei o que buscar.


Álisson Bonsuet.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pecado imaculado

Me sujo em ventres sem sabores.
Me bebo nos suores sem amores.
Me finjo de rei, não finjo ser bobo.
Cheiro de corpo, não duradouro.


Estou casado com a vida.
Estou propenso a amar.
Estou perdido na avenida.
Sou de quem quiser cuidar.


Como você e todo mundo.
Eu sou aluno desta orgia.
Sou o amor e a alegria.
Talvez tristeza e putaria.


Álisson Bonsuet.



terça-feira, 10 de julho de 2012

A janela do menino

O menino descalço e desarmado apoiou-se na janela.
Ficou esperando o moço passar, pena que o menino não sabia se acalmar.
Ele não sabia se sorria, se chorava, não sabia o que esperar.
Mas continuou esperando, a mãe deu manga ele quis jabá, a mãe deu colo ele não quis nada.


E nada do tal do moço aparecer, o menino ficou triste e se foi.
O moço forte, meio alto, meio chato até chegou a esperar o tal do velho.
Continuou sem saber o que esperar, o amigo deu conhaque e licor, ele bebeu rápido demais.
Logo se chateou e foi embora sem deixar nada, nem amor, nem inimigos, só a libido aflorada.


O velho resmungão, que chegou se achando o dono da razão.
Quem imaginaria que só assim iria aprender?
Pôs-se então a refletir e respirar, e a resposta ele mesmo quis se dar.
Disse que de nada serviu esperar, é melhor sofrer alegre que chorar sem navegar.


E depois de tudo isso ele voltou a ser criança.
Pensando assim que a esperança não poderia atrapalhar.
Mas mesmo certo de tantos erros, o velho, moço imaturo esperançou.
Desta vez não esperou, foi atrás do que alcançar.


Álisson Bonsuet.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Caça

Molhei com toda falta de educação o biscoito num café bem forte, estava sentado à mesa do lado de fora de um restaurante chique  desses que vemos pelo Rio Vermelho, assim continuei, desinteressado pelo jornal que havia comprado por tão caros cinquenta centavos, não havia vergonha alguma, todos estavam prestando atenção em suas próprias vidas, assim penso eu, puxei um livro com cheiro de mofo de minha mochila suja, comecei a perceber o quão era poderoso estar sentado, tomando um café, comendo um biscoito e lendo um simples livro velho, daí as pessoas já observavam-me, acho que passava por suas cabeças que eu deveria ser um estudante de filosofia ou letras de uma dessas faculdades públicas, formadoras de monstros intelectuais que se prendem em seu próprio "ninho cultural", e com raiva do mundo, não expressam suas opiniões apenas pelo fato do mundo não merecer tal grandeza. 
Chegava no bar uma mulher com traços meigos, parecia ser culta, mas alegre, não aquela cultura amarga que nos remete a angústia, uma cultura de vida, que chega dava pra ver um brilho qual transmitia, arrisquei um sorriso, ela nem olhou para mim, pensei que não tivesse me visto, daí lembrei que um amigo meu disse-me uma vez, "Você acha que ela não te viu, mas ela te percebeu e analisou em menos de um milésimo de segundos, tudo isso de longe! " Depois de lembrar disso fui obrigado a vê-la ao lado de um rapaz que já estava há tempos no local, ele provavelmente havia convidado-a pra sair, um rapaz bem vestido, cabelos baixos e lisos, barba feita, totalmente diferente de mim, fingi-me de louco com uma ultima esperança, talvez tivesse apaixonado-me sem conhecer a senhorita, subi em uma das mesas e recitei o mais belo de meus poemas com o olhar fixo para ela, o garçom pediu educadamente para que eu me retirasse do local, peguei minhas coisas, paguei com um ódio mortal aquele café horrível, e ela passou por mim de mão dadas com o cavalheiro saindo também do restaurante, sorriu pra mim, e o meu dia ficou melhor, até o café já estava menos ruim em meu estômago, nunca mais havia me sentido tão leve, daí peguei meus sonhos e fui pra outro barzinho, tentar achar outra paixão repentina, mas ela nunca mais voltou !

Álisson Bonsuet.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Camisa de louco

Arranquei a camisa de forma assustadora.
Não arrancava há dias, logo fiz-me louco.
Pensei um pouco, dei três ou mais tapas na mesa.
Não tinha certeza se era fraqueza ou falta de remédio.


Pra espantar o tédio, fiz um chá de melancolia.
Ele me lia, saberia quem eu era e começou a conversar comigo.
Disse ser meu amigo, mas nem me deu ouvidos quando fui lhe falar.
Não estava doente, era só o presente que de tão ausente não deixava gritar.


Sentei em frente ao monstro de vidro e plástico.
Comecei a contar-lhe tudo, já sabia que não responderia-me.
Senti o cheiro do sandalo queimando, música ruim tocando, que diabos é isso.
Se nem eu posso explicar como posso então sentir, pode ir, nem fala nada.


Álisson Bonsuet.



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Passam os pássaros

Passaram os pássaros que não pude por em gaiolas.
Me pus em própria conversão de sentidos.
Libertei a libido, feromônios e sonhos.
Deixei seguir, não deixei de ser feliz.


Não era como sempre quis, só não conseguia explicar.
Tendo tudo era tão pouco, e hoje é o pouco que me resta.
Não que seja ruim, só não sei se faz parte de mim.
E como toda fauna, vou de galho em galho. 
Sendo pássaro o ser humano, sendo parte deste fardo.


Álisson Bonsuet.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Patológica poesia

O enfermo qual vos fala nestes versos.
Sim, mesmo que só fale em silêncio, se encontra.
Se encontra encontrando outros verbos, outras lidas.
E formando a evolução de tua vida, teus amores de partida.


Nunca disse a amada sobre o prenúncio de minha morte.
Pois sou forte candidato se não tenho uma má sorte.
Só preciso de mulheres, de cigarros e um bom padre.
Sendo ateu então o descarte, meu descaro não é raro.


É errado então carregar-me de ilusões?
Se só vivo atrás delas mesmo havendo fortes ventos.
Ainda hei de parar no tempo, relembrando as doentias.
Só não posso seguir isento destas mágicas patologias.


 Álisson Bonsuet. 



sábado, 16 de junho de 2012

Fugaz Colombina

Ouvindo mantras quem sabes espantas o que te faz mal.
Escutando o sábio, que dentro de si, se abriga em paz.
Relendo viagens, passando em miragens, passado e passagens, bagagens. 
Bobagem tão linda, o escuro do jovem rapaz, o claro evolutivo, menino fugaz.


Tu passas por mim todos os dias, arrasta o vestido branco no chão.
E mela-o a cada minuto, o eu vagabundo, só sabe o que é mundo por alguns segundos te dando a mão.
Não prendo o poema, saio de cena, desfaço a rima, métricas e linguagens mínimas.
Me faço confuso, meus dedos são mudos, e deixo voar, um dia haverá de pousar minha linda Colombina.  


Álisson Bonsuet.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Até o dia

Meu bem, se muda tão sem, em ciclo tão natural.
E no vai e vem, escrevo a quem, conheces como ninguém o que faz-me mal.


Estimo melhores navegações.
Espero florir nos vagões.
Espero o perfume da tão doce praga.
Da tão doce e amarga amada.


Se vejo em branco o papel.
É como a sentença do réu.
Me ponho a escrever que te amo.
Já ponho memórias e prantos em sorrisos tantos.


Álisson Bonsuet.



domingo, 3 de junho de 2012

O preço da felicidade

Trocando carinhos com a amada.
Tocando a dor de uma vida apaixonada.
Escrevendo em papeis frases que nunca irá ler.
Leituras exageradas e se é pra ser, é por você.


Impedido apenas pelo pudor e bom senso.
Já não me faz bem, são essas coisas sobre ser.
E se tudo é relativo ou paradoxal.
Para ser feliz deve-se haver algum mal.


É um perigo qual eu corro.
Deixar pra trás o que é defasado, o que é gasto.
Por pra frente esse novo, fazer-me noivo.
Fazer-lhe pouco tornaria-se pecado.


E se a menina dos meus olhos não abrir.
Não abro mão por desistir.
A vida segue e é assim.
Me preocupar seria um gasto.


Álisson Bonsuet.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sofrer indolor

Essa dependência imutável.
Da mais nova flor amável.
De tão nobre e sensitiva.
Ditam choros sem sentidos.


Desapego não me invade.
Sou ciúmes, sou detalhes.
Sou amante em sentimentos.
Valorizo o que é de dentro.


Mas como isso conhecer,
sem sofrer, sem questionar ?
Já que antes não ocorreu.
quem sabe agora brotará ?


Será fogo de palha.
Será fogo de amor.
O será é duvidoso.
Mas será sempre indolor.


Álisson Bonsuet.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Toda a verdade de um mundo paralelo

E, simplesmente a vida acorda com problemas corriqueiros, todas as pessoas pagam contas, levam filhos na escola, começam um novo relacionamento, terminam um velho, ou não tão velho, mas nem sempre foi assim, não falo dos relacionamentos durarem pouco tempo, estou falando de antes disso, estou falando de quando existiam divindades superiores, espera, não me julgue mal, vai entender um pouco mais ao decorrer desta história.


Houve uma época em que todas as crenças religiosas eram respeitadas e todas as divindades superiores viviam entre nós, Jesus Cristo e Deus, Alá e Maomé, Brahma, Krishna e Shiva, Oxossi, Poseidon, Zeus, Ogum, Exu, Yemanjá, Tupã, Shinigamis,  anjos de luz e anjos das trevas, Buda, etc. Todos viviam relativamente em paz, com alguns desentendimentos ideológicos, mas sempre se respeitando.


Os humanos começaram a crescer de forma incontrolável, pouco rezavam ou oravam para os deuses da morte, como era bom viver naquele paraíso todo, ninguém iria querer deixar aquele lugar, mas, para continuar em equilíbrio as divindades que tiravam a vida teriam que ter tanto poder quanto as que davam as coisas boas, e as mortes foram aumentando, os humanos se revoltaram ao ver membros de sua família morrendo do nada, o amor, o ódio, a dor, tudo isso já existia, logo então surgiram os primeiros a se voltar contra os seres superiores, estes seres se reuniram em uma grande sala para discutir sobre isso e decidiram o seguinte: "Já que eles são capazes de viver sem nós, vamos dar poderes a cada um deles, vamos dar livre arbítrio, vamos deixar que eles se guiem sós, não vamos aparecer para eles, deixaremos só os ensinamentos e a fé, em cada pessoa foi implantado doses desmedidas de beleza, de amor, de generosidade e maldade também, o ser humano agora é seu próprio deus e vai enaltecer o lado que ele achar melhor, se nosso equilíbrio para eles não deu certo, deixa eles com o equilíbrio interno que terão que construir.


E hoje vivemos dessa forma, cheios de deuses dentro de nós, um pouquinho de cada um, lutando com nossas forças para fazer o que cada um em sã consciência (Ou não), acha melhor fazer.




Continua ...




Álisson Bonsuet.



domingo, 20 de maio de 2012

Sequencial

Acordei assustado nessa madrugada.
Fui ler um pouco, as risadas já pediam socorro.
As palavras que vieram dela deram-me sorrisos.
Fiquei feliz ao saber que estava seguindo o caminho.


Com a minha mente, atrapalhando-me naturalmente.
Eu senti, sei não, estava contente, era o que eu queria.
Havia compreensão daquela que me chamou de inocente.
Escrevendo então sobre ela, até a poesia mostra-se sorridente.


Álisson Bonsuet.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pondo a mesa

A paixão que foi escondida,
na ultima folha do inverno.
Caiu como a ultima folha do caderno.
Estava perto de prova-la.


Já quase em um túmulo.
Eu olho o que antes seria o meu futuro.
Analiso duras penas, duros vícios.
E só volto ao mesmo ponto.


Te leio contos se casares comigo.
Te dou amor, de amante, de amigo.
Te daria muito mais para não deixar-me.
Daria notas com bemol de todo o meu nada.


O que me fascina são teus gestos repentinos.
O que me obriga são teus laços, traços femininos.
Engula-me com tanta beleza.
Faz-me sorrir com nossas ricas tristezas.


Álisson Bonsuet. 



00:00

Vejo maquiagens borradas.
Estão em caras tão baratas.
Eu não estou em casa.
Eu nunca estive ali.


E numa mensagem falha.
Foi escrito o que nunca disse.
Por mais que eu visse, ouvisse.
Por mais que ainda sentisse.


Não te daria amores, flores.
Elas não morreriam por ti.
Não te traria o sol da meia noite.
Só para agora te ver sorrir.


Álisson Bonsuet



Isso só

Hoje é um ótimo dia para escrever-te.
Para te..
Bom, hoje é um ótimo dia.
Acordei com o cheiro do café vizinho.
Fiquei durante um tempo perguntando-me.
Será que foi feito sozinho?
Pois é, me encontrava em carência anormal.
Não era como nas vezes em que veio visitar-me.
Era pior, uma ferida estava sendo aberta.
Sem pressa, desci as escadas e preparei o meu café, só...
Aguado e amargo como o gosto de um beijo esquecido.
Durante um longe período sozinho da minha vida.
Fui comparado aos vermes que repugnava e adorava.
Decidi logo então ser diferente, ser só.
Não me faz bem nem mal.
Só me faz só.


Álisson Bonsuet.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Mantendo-me

Percebo que o mar está calmo.
Só após injeções de tranquilidade.
Percebo que me invade o saber.
Procuro onde hei de ser parte.


Pessoas que andam comigo.
Estão apenas de passagem.
Pessoas que se formam em passado.
Só estão a provar a viagem.


Eu respiro e sigo tentando sentir.
O sangue ferve, minha mente reflete.
Enquanto eles riem do palhaço mais bobo.
Enquanto o palhaço perde a graça.


Encontro um ser que é parte de tudo.
Ontem mar revolto, hoje maltratado.
Mas sempre sem medo de ser rejeitado.
Gritando e explanando, passageiros apaixonados.


Álisson Bonsuet.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Carta para a vida

Estou tão leve que quase sinto-me tocar o céu.
Trocar o papel, trocar palavras, sem sal, sensatas.
Estou tão bem que resolvi escrever-te.
Resolvi então ler-te, participar de nós dois.

Estive pensando na vida, na minha, que é sua.
Ciúmes são tristes que pintam as ruas, sujas, nuas.
Quero te ver e ter a todo momento, sonhando, dizendo.
Não vou deixar-te nem por um instante, as fotos são fatos importantes.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

A canção que não me cansa

Este amor baseado em estória real.
Pra rei nenhum botar defeito.
Que feito criança, se joga, descansa.
Em teu peito uma lança, alcança, alma.

Se não houvesse tais barreiras.
Não haveria sequer descobertas.
Então sem ser escravo do "se".
Se joga, mais e mais e mais, não cansa.

Canta os hinos de nossa paixão.
Relembra os discos que ouvíamos à tarde.
Me invade e traz consigo todas as canções.
As emoções são por nossa conta, esteja pronta.

Estou no aguardo, com a porta aberta.
Nunca a fechei, não por completo.
Uma vez dá certo outra não.
Mas e daí se é idiota o coração?

Álisson Bonsuet.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Malas prontas

Os dias se passaram e o frio ainda fica.
Lembrei-me ontem o motivo da partida.
Já não sei se é bom pra mim, se foi.
Foi bom para os dois, talvez o afastamento.

Se instala em meu peito uma dor antes sem vida.
Se instala em minha vida um amor e seus defeitos.
Que de tão perfeitos, me fazem refém, aqui dentro.
E pra fora, só sentimentos, jogados ao vento, veneno.

Álisson Bonsuet.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abiose

Logo hoje que eu pensei saber da vida.
Os sonhos de esquinas, malditas.
Borram-me a visão, queimam-me o peito.
Olho direito, enxergo a maçã da canção.

Foi-se embora tudo o que havia dito.
As frases que havia escrito, omisso.
Bateu um medo, frio, desespero, desapego.
Inteiro não, só feliz, feliz só, nem sempre quis.

Ainda hoje eu pensei em lhe falar.
Não é atoa a atordoada sensação.
Amor seria isso então, o contrário, ou não.

Sinto-me leve, traga-me a paz.
Trague-me mais, ordeno que ame.
Diz-me então não poder obrigar, aceitar.
Acertar seria um erro, defeito, a cometer.

Além do ego e da misteriosa razão.
Eu quero agora a feliz erupção.
Sexo, liberdade de expressão.
Ainda peço alguns minutos de emoção.

Álisson Bonsuet

 

domingo, 8 de abril de 2012

Profana aventura

Verdades de mente doentia.
A mente que é minha, que me habita.
Que me habita alegria, alergia.
Não posso pensar, sonhar egoistamente.

Caminha com a minha, não mentes.
Entendes, descrentes de meu amor.
Descentes, despudoradas ou não.
Solene, momento de felicidade.

Se perde, em tanta loucura passageira.
Se mete, vai lá e me enche de besteiras.
Perdes teu tempo e o meu.
Ganhas se descobres o que leu quem escreveu.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Unhas e cigarros

Vejo, sinto, sou, cego.
Passa, amassa, volta, beijo.
Calor, sem febre, saudável.


Pensamentos diversos.
Sentimentos alheios.
Arrepios eternos.
É ter no teu ventre.


Não vendo isto.
Sem ver ou haver.
Não compro aquilo.
Só por prazer.


Mas se é por prazer.
Por prazer que a gente faz.
Desde os nossos ancestrais.
Isso e aquilo se encaixam.


Mas se é por estrofe.
Já não sentes o mesmo efeito.
Se é com letras que me deito.
Só descanso em teu peito.


Álisson Bonsuet



terça-feira, 3 de abril de 2012

Cargas iguais

Das rosas onde só o espinho era enxergado.
Do lado onde só se via um lado.
De todo o calor indesejado.
Agora se pôs oposto, se pôs amado.

Pois se ama ou aniquila, todo este estranho encaixe.
Pois é certo que as cargas se repelem ou se atraem.
Mesmo que por um primeiro empasse.
Tudo passa, e o esquecido é deixado para trás.


Álisson Bonsuet


terça-feira, 27 de março de 2012

Os "Lás" da minha vida

O que antes se fazia importante.
É o agora tão distante, tão lá.
Lá longe se foi mais uma vinda.
Aqui perto só o Lá, depois Mi, Ré...


E vou de ré ao retrocesso que me trouxe.
Eu abro mão, abro mente, dentes, sentes.
Com os sentidos apurados, sabes se safar.
Sabe quando perde, mas sabe bem como ganhar.


Tu eras minha, amada, só.
Foste, antes disso tudo, só a amada.
Só o lamento do sozinho, agora.
Só não chora, pro leitor não entender.


Álisson Bonsuet.





segunda-feira, 26 de março de 2012

Boa boemia

Os valetes valentes, na noite da minha cidade.
As damas impuras, cobrando a mando.
Ganhando vidas, perdendo pudores.
Perdendo amores e suprindo sabores.


Cigarros acesos são as únicas luzes.
Guiando os sujos, bêbados imundos.
Guiando o álcool, inflamável sensação.
Guiando ao fundo do poço, mais um moço, sem noção.


Mas é linda a minha noite, minha boemia.
Minha cerveja, meu Whisky, nada mais.
Só o sorriso da morena, talvez louca minha pequena.
Só a morfina acabaria com a dor do copo meu, vazio.


Álisson Bonsuet



quarta-feira, 21 de março de 2012

A lua desenhada

Como é bom querer chorar sem ter motivos.
Sem ter ao menos a noção do prejuízo.
Dizer-te antes de um amor correspondido.
Quero feliz aquela que sempre esteve comigo.


Desejo ainda que tu passes a me ver.
Com aqueles olhos cor de mel, cor de arder.
Saborear todo o poder de tuas carícias.
Especiais viraram vicio em minha vida.


Pois só hoje pude então perceber.
Que me faziam de refém, sem depender.
Sem precisar de uma outra vida egocêntrica.
Pois tendo a minha me bastava a consciência. 



quinta-feira, 15 de março de 2012

A casa por acaso

É engraçado como eu deixo livre ir.
E sempre errado, ela volta para mim.
É inevitável disfarçar essa vontade.
Inestimável, é o som da liberdade.


Se fizesse realmente o mal, meu bem.
Não voltaria para a casa em que se fez.
Se fez refém de uma alma, apenas fez.
Faz de coração, e faz o que ele manda.


E digo mais sobre este rico sentimento.
Por várias noites se tornou nosso lamento.
E por momentos se tornou nossa alegria.
A nossa casa hoje encontra-se tão vazia.


Então volta para que possamos errar de novo.
E aprender o que é a vida assim aos poucos.
Vem para o lar que te acolhe e te levanta.
Vem para o lado, pois ainda há a esperança.


Álisson Bonsuet.







segunda-feira, 12 de março de 2012

Paterno

O que ontem era-me doloroso.
O que ontem fazia-me morrer.
Hoje veio fortalecer, fazer crescer.


Não entendia seus valores.
Não entendia suas crenças.
Nem conseguia me entender.


Pobre de mim que pensei errado.
Ele estava sempre cronometrado.
Sabia manipular o tempo, o da vida.


O bom é que, ele não precisou ir.
Não precisou ir pra eu dar valor.
Agora entendi o seu amor, pai.


(Álisson Bonsuet)



domingo, 11 de março de 2012

Destino sempre certo que será incerto

E eu ainda amo um amor quase impossível.
Um daqueles que já sabemos, sempre é.
Me remete a pensamentos tão distintos.
É o destino que me faz sempre ter fé.


Não é aquela fé que os homens sentem.
Que creem em algo divino, divindades onipresentes.
É apenas a esperança de sonhar em tê-lo.
O amor que seja meu, aquele que é verdadeiro.


Conscientemente, já não minto para mim.
Seria perda de tempo, perda de juízo.
Se é que eu o tenho, se é que não me foi roubado.
Não posso e não vou fugir, o futuro está guardado.

domingo, 4 de março de 2012

Fazer valer

Dorme amor, amanhã o sol vai querer nos ver.
Dorme vida, eu sei que doeu para perceber.


Tudo tem seus ciclos e fases.
Tudo o que faço é sentir.
Perdão se pus nossas vidas nos mares.
Perdão se não posso sorrir.


Talvez seria pedir muito.
Mesmo que não pedisse nada.
Só quero o que sempre foi meu.
Mas sei, abandonei nossa estrada.


E se o poeta não vale de nada.
Lembra do amor sem igual.
Ainda amava o momento.
Passava lento, tudo sempre surreal.


E se nada é certo, eu também não seria.
Ter você por perto, ter de volta a magia.
Querer-te é pedir muito, pois tudo é você.
Querer-te é pedir mundo, o antigo prazer.


Álisson Bonsuet.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A praga do anjo

E, se o anjo insiste em se apaixonar.
E, se a moldura por si só não salvar.
O certo a fazer, é ser errado ao se entregar.

Toda essa estória fez o anjo mandão.
Ver que a vida é quase sempre com razão
Os sinais o mundo deu, pois até ele percebeu.
Não precisava de sinal para assinar o dito e certo

O anjo virou praga quando a praga viu o anjo.
Os dois hoje são um só, separados por motivos.
Mas anjo que é anjo sabe quando erra.
Não desgruda nem por nada dessa praga quase certa.


Álisson Bonsuet.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pedras perdidas

Cresci rodeado de estranhos.
Até saber que o estranho era eu.
Caí com as pedras e perdas.
O rancor foi o que me fortaleceu.


Tudo bem eu acabar com a minha vida.
É a minha mesmo, quem se importa?
É legal se eu não curo as feridas.
A minha certeza nasceu morta.


Assim eu acordo nos dias de felicidade.
Sem saber se sinto, sem saber a verdade.
Pois é assim que eu acordo todos os meus dias.
Dias esses, que poderiam ser com alegria.


Após a tempestade, as lágrimas vão embora.
Embora eu não seja um amante de auroras.
Por fora eu não sou amante algum.
Mas a vida é minha, eu destruo sem querer.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um novo amanhecer

Intolerância, inimizade, desigualdade.
A voz que invade a mente vazia.
Mãos trêmulas que regem o futuro.
As mãos trêmulas da antropofagia.


Comem a minha paz, por ganancia.
Comem a minha alma por arrogância.
Numa dessas, arranca a minha beleza.
A verdade imaterial, o saber, a destreza.


Mas é preciso sentir a dor para ver cor.
Pois é preciso sentir odor para conhecer a flor.
E necessidade plantar e não comprar.
É bem vinda toda a forma de amar.


Amando, o amanhecer vai acontecer.
A mando do ser presente ao se fazer.
Sonhando com um novo prazer.
Sem dinheiro, sem a capitalização do poder.


Álisson Bonsuet.



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Maravilhosa angústia

Existe algo dentro de mim, é uma angústia boa de ser sentida.
Que talvez por mais de uma vida, me assombra e assombrou.
É uma necessidade de ser liberto, ser humano, ser incerto.
É ainda uma urbanidade vivida, contida em músicas, cheiros.


Pode ser a cópia do pobre proletariado, numa rotina monótona.
Deve ser em preto e branco, como um dia não quis que fosse.
Hoje, podemos sair, beber, sentir os carros pulsando a toxina.
E ainda ver a menina, com suas roupas velhas, sem rima.


Mas valorizo os sentimentos se é angústia que hoje eu sinto.
Mas vale a pena o sofrimento se não for um sentimento perdido.
Isso só me arrasta para algo que eu detesto, sem cor.
Isso só me afasta do mistério, mas é isso que eu sinto, em cinza sem amor.









quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Passo a passo

O célebre cérebro, celebrou o amor.
Ao invéz de dor, da dor da razão.
Que por tão somente vaidade.
Pôs-se em plena divindade.
E sem perceber que arde.
Forte fogo da paixão.


Corta agora, a porta corta fogo.
Que separa um do outro, louco.
Me atravessa seus olhares de emoção.
Pois é moça, a mulher do coração.
Que em pedaços se refaz pouco a pouco.
Que em pedaços me devora feito lobo.


Rouba-me a vida e enche-me de esperança.
Meus problemas são ligados a você.
E as ligações desesperadas te faziam perceber.
Que é paixão, se não, é amor, talvez fosse asia.
Pois queima, assim como falavam no poema.
De amor em amor, como flor desabrochou, despedaçou.


Sim, é apenas asia e mal estar.
É por não poder estar com você.
É por mal tentar-me presente fazer.
É por te querer bem sem estar doente.
É coisa que não se pode explicar.
É por isso que arde, me arde sem machucar.


Álisson Bonsuet.







quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ciúmes do meu amor

Eu ando e canto pra recompensar o santo.
Que em vossa santidade, me arrumou um canto.
Cheio de encantos, encantos tantos, me fazem voar.


Me fazem ainda, sentir a mais viva, chama que me arde.
Vento que me sopra, lago que me corre, logo me invade. 
E ali se instala, o mais puro sentimento, que traz consigo o veneno.


Vem dentro de um ser, ciúmes de amor, talvez sem poder.
Estar contigo onde for, mas de certo eu sei que sempre estarei.
Dentro de ti é muito perto, que até cego por opção consegue enxergar. 


Álisson Bonsuet.