Antônio pescador jogava o barco no mar.
Todos os dias vinha de lá pra cá.
Em cada porto tinha uma paixão diferente.
Se morresse seria enterrado como indigente.
Não tinha medo de tempestade.
Saia sempre com muita humildade.
Pedia a bênção a Iemanjá.
Sempre se benzia antes de se jogar.
Ouvia as lendas de pescador.
Lendas de quem acreditava no amor.
Dizia sem sorte por nunca ter encontrado.
Ia pro mar bravo sem pressa, mas nunca atrasado.
Um dia desses navegava e o céu fechou.
Tempestade forte, teu barco naufragou.
Uma sereia boa o ajudou.
Ele que não acreditava se apaixonou.
Hoje vivem lá no fundo do mar.
Não é desenho americano.
Muito menos estória contada pelo vovô.
Foi o que aconteceu com a sereia e o pescador.
Álisson Bonsuet.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Desaprendendo em agosto
Eu entendia de tudo sobre todas as coisas.
Eu entendia da morte e das outras pessoas.
Eu entendia matemática, entendia geografia.
Tirava as roupas de noite e as colhia de dia.
Fui entender dos entendimentos dos outros.
Me perdi em agosto, sem tempo pra setembro.
Desconheci o inverno de dentro da moça.
Não era português o que saia da boca.
Se é sobre o amor, se é sobre a ela.
Será labirinto nos becos e vielas.
Se é sobre a viagem que fiz dentro dela.
Ninguém nunca saberá.
Eu sei lá, foi paixão.
Eu não sei de nada.
Eu serei solidão.
Incerteza em exatas.
Álisson Bonsuet.
Eu entendia da morte e das outras pessoas.
Eu entendia matemática, entendia geografia.
Tirava as roupas de noite e as colhia de dia.
Fui entender dos entendimentos dos outros.
Me perdi em agosto, sem tempo pra setembro.
Desconheci o inverno de dentro da moça.
Não era português o que saia da boca.
Se é sobre o amor, se é sobre a ela.
Será labirinto nos becos e vielas.
Se é sobre a viagem que fiz dentro dela.
Ninguém nunca saberá.
Eu sei lá, foi paixão.
Eu não sei de nada.
Eu serei solidão.
Incerteza em exatas.
Álisson Bonsuet.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Nosso novo nome
E novamente eu vou pintando a minha casa.
De nova mente encontrando a minha cara.
Que é sua, que é nossa, menos fossa, meio bossa.
Vamos rir e deixar o vento bater.
Que leve a tristeza, que esqueça as certezas.
Que invente mil desculpas, novas.
O sol volta a ser rosa, a conversa vira prosa.
Amanhece o dia como se fosse poesia.
A noite chega com o cheirinho da boemia.
Odiarei mil poesias minhas.
Tu amarás como se fossem filhas.
Nas trilhas do nosso novo nome.
Álisson Bonsuet.
De nova mente encontrando a minha cara.
Que é sua, que é nossa, menos fossa, meio bossa.
Vamos rir e deixar o vento bater.
Que leve a tristeza, que esqueça as certezas.
Que invente mil desculpas, novas.
O sol volta a ser rosa, a conversa vira prosa.
Amanhece o dia como se fosse poesia.
A noite chega com o cheirinho da boemia.
Odiarei mil poesias minhas.
Tu amarás como se fossem filhas.
Nas trilhas do nosso novo nome.
Álisson Bonsuet.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Passada de passarinha
Ela passará por você outras dez mil vezes.
Você olhará com fome, suplicando teu nome.
Ela vai sorrir, te fazer de bobo e sapato.
Se casará com outro cara, moreno e alto.
Mas ainda assim, passará por você outras dez mil vezes.
Álisson Bonsuet.
Você olhará com fome, suplicando teu nome.
Ela vai sorrir, te fazer de bobo e sapato.
Se casará com outro cara, moreno e alto.
Mas ainda assim, passará por você outras dez mil vezes.
Álisson Bonsuet.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Cordel blogueado e passarificado
Maria Helena queria se casar com o tal do Zé
Zé gostava de Helena e Helena ainda gostava de Zé
Zé um pássaro cantador se viu perdendo o amor
Helena queria o canto só pra ela, numa gaiola na sala
Com uma única fala e suco de seriguela.
Que maldade tirar deste céu o que nunca vai ser seu
Passarinho versificando em cordel a vida fora do papel
Morreremos sem levar nenhuma roupa, e o que nos resta?
Milhões de beijinhos na boca cantando e catando os amores das flores
Vivendo e conhecendo os sabores das dores, e só. Acompanhado é melhor.
Zé queria ser amado sem estar acorrentado, o amor é libertário. Solta eu, não vai sem migo.
Álisson Bonsuet
Zé gostava de Helena e Helena ainda gostava de Zé
Zé um pássaro cantador se viu perdendo o amor
Helena queria o canto só pra ela, numa gaiola na sala
Com uma única fala e suco de seriguela.
Que maldade tirar deste céu o que nunca vai ser seu
Passarinho versificando em cordel a vida fora do papel
Morreremos sem levar nenhuma roupa, e o que nos resta?
Milhões de beijinhos na boca cantando e catando os amores das flores
Vivendo e conhecendo os sabores das dores, e só. Acompanhado é melhor.
Zé queria ser amado sem estar acorrentado, o amor é libertário. Solta eu, não vai sem migo.
Álisson Bonsuet
terça-feira, 25 de junho de 2013
A Víbora e a Santa são a mesma pessoa
Podemos ser mil vezes mais que dois.
Pode ser só nós, sem os nós de quem se foi.
Só corro se o socorro for correr pra ti.
Só ouço o padre ouvindo que você gritou que sim.
Víbora, vambora ver a vida de partida no colchão.
Passar todo esse tempo mergulhado em teu gozo.
Glorioso e nervoso, o nervo ataca o coração.
Santa, vambora ter um filho e cantar pr'ele dormir.
Representar a nossa peça pra de amor eu te vestir.
Escrever coisas erradas sem sentido ou piedade.
Pegar um avião e se prender na liberdade.
Acalmado Bonsuet
Pode ser só nós, sem os nós de quem se foi.
Só corro se o socorro for correr pra ti.
Só ouço o padre ouvindo que você gritou que sim.
Víbora, vambora ver a vida de partida no colchão.
Passar todo esse tempo mergulhado em teu gozo.
Glorioso e nervoso, o nervo ataca o coração.
Santa, vambora ter um filho e cantar pr'ele dormir.
Representar a nossa peça pra de amor eu te vestir.
Escrever coisas erradas sem sentido ou piedade.
Pegar um avião e se prender na liberdade.
Acalmado Bonsuet
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Transtorno obsessivo possessivo de caso perdido
Hoje cedo morreu um cara ao acordar.
Nasceu o silêncio e o vazio em teu lar.
Moço raro com poço no peito.
Eram águas tão puras... Tiveram que sujar.
Mas a vida ainda andava e ele tinha que levar.
Para os crentes ressurreição, para os céticos mesa de bar.
Foi uma morte passageira para um outro herói brilhar.
Ninguém sabe se foi cena ou foi pena pra matar.
Transtornado Bonsuet.
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