4:00 am, Nova York. Me preparo para assumir um cargo importante em uma empresa, serei vigilante da K.G.B empresa que administra grandes construções, para muitos, ser vigilante não é muita coisa, e eu realmente não não quero morrer como vigilante. Meu chefe o Sr. Hudson era um carrasco, desconfiava de tudo e de todos, mas eu tinha pena dele, um velho que cheirava a queijo estragado, não tinha mulher nem filhos, estava sujeito a morrer só, amargurado em seus próprios erros.
Meu objetivo dentro da K.G.B era roubar o cargo da presidência de Tavinho, um colega da escola que estudou comigo ainda no Brasil, ele filho do dono da K.G.B ia para Nova York todos os anos, uma pessoa extremamente fútil, vivia rodeado de adoradores do dinheiro, e eu tinha conseguido o acesso aos E.U.A com muito sacrifício, estudava e trabalhava seis dias da semana, só descansava no domingo, merecia muito mais o cargo.
Durante três meses fiquei a espera de uma oportunidade para poder lançar meu projeto de urbanização ecológica, queria mostrar meu trabalho, mandei por E-mail para a empresa mas nunca recebia resposta, percebi que os projetos que a empresa fazia eram semelhantes aos meus, mudavam em algumas poucas coisas, eu estava fazendo um trabalho sem remuneração e sem reconhecimento, isso só fez meu ódio aumentar ainda mais, o Sr. Hudson sofria de todas as doenças que a idade traz com ela, mas nunca se ausentava do trabalho. Precisava tirar aquele velho do meu caminho, numa inspeção de rotina plantei uma substancia explosiva na bolsa dele, ele foi demitido e como eu era o mais preparado assumi o cargo, e com essa frieza fui derrubando todos que estavam em meu caminho, passaram-se 5 anos, e eu estava há um passo da presidência, todos me admiravam e me respeitavam, Tavinho estava virando um amigo, então eu me perguntava, será que vale a pena derrubar ele também?
Eu era realmente o melhor para aquela empresa, mas isso não me dava o direito de acabar com a vida de outra pessoa, mesmo assim, com a minha psicopatia,continuei com as minhas verdades, engolindo sapo após sapo a espera da oportunidade para tirar Tavinho do meu caminho.
Estavamos bêbados voltando para a casa a noite no meu carro, eu provoquei um acidente com a morte dele garantida, mas eu falhei, e ele dormiu em meus braços em baixo da chuva que caia, e no outro dia estavamos trabalhando juntos, todos os funcionários que eu tinha tirado da K.G.B descobiram minhas tramoias e se juntaram para me tirar do poder, porém Tavinho me defendeu de todas as acusações, não o matei, mas tomei toda fortuna que ele tinha de modo silencioso e deixei a empresa com uma divida impagável, sai de Nova York e quando eu acordei estava em Dubai com outro nome, outra identidade e sem mentiras só com as minhas verdades.
(Álisson Bonsuet)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O vidente
Não temos nada de feito, perfeito, direito.
Não estamos sujeitos a mesma decisão.
Não somo os seus erros, defeitos, e as vezes invento,
só pra te ter como as folhas tem o vento e como o vidente tem as mãos.
Pois, será esse o meu destino, lido nos seus olhos, olhares, desfarces de paixão.
E quando a luz apagar, ainda assim, eu quero estar contigo, sorrindo e sentindo
o doce gosto de dever cumprido.
Álisson Bonsuet.
domingo, 3 de abril de 2011
Um conto verdadeiramente surreal.
Existia num reino bem perto, um amor impossível, após tentativas erradas de encontrar a perfeição ela se machucou, e aprendeu da forma mais tortuosa a se defender, um jovem sonhador queria o seu amor, achava estranho a forma dela de gostar, ela dizia que o amava, não dava a certeza necessária, e ele que nunca havia perdido, hoje se via preso mesmo sem ter estado, ela o abandona e ele se desespera da pior forma possível, calado...
Ela se arrepende tenta voltar atrás, ele poderia dizer que era tarde, mas, o seu amor era forte demais, sem conseguir explicar, sem conseguir entender, ele se entregou de olhos fechados e ao perceber quis escrever.
Ele a espera como o a flor espera a chuva, como os olhos esperam as lágrimas, como o amanhecer espera o sol, e se sente inconsequente, então é isso o amor.
Álisson Bonsuet
Ela se arrepende tenta voltar atrás, ele poderia dizer que era tarde, mas, o seu amor era forte demais, sem conseguir explicar, sem conseguir entender, ele se entregou de olhos fechados e ao perceber quis escrever.
Ele a espera como o a flor espera a chuva, como os olhos esperam as lágrimas, como o amanhecer espera o sol, e se sente inconsequente, então é isso o amor.
Álisson Bonsuet
quarta-feira, 30 de março de 2011
Enciclica dor
Vou falar sobre problemas sociais e politica de forma clara e descontraida doa a quem doer.
Tudo é uma questão de conhecimento obitido nas escolas, a maior parte da população estuda em colégio público, o governo nunca investiu em educação para que os seus futuros eleitores não conseguissem ser inteligente o bastante para tirar o poder das mãos de quem não o merece.
Se não se dá a sabedoria necessaria para fazer o cidadão pensar o cidadão não pensa, isso acaba gerando violencia por falta de conhecimento.
O poder está nas nossas mãos, porém como a maioria da população é incapaz de expor suas ideias de forma critica e se acomodam com o nosso meio da forma que está, fica praticamente impossivel dos nossos problemas acabarem, a não ser que haja uma injeção de ensino básico de qualidade nas escolas públicas.
Aos alunos de todas as escolas vai um aviso, vocês podem mudar o nosso cenário atual, é só querer, ter força de vontade, parar de pensar no seu "eu" e pensar mais no "nosso", vamos cuidar melhor de nosso país, um país que desde 1500 sofre com as desigualdades e injustiças tem que parar de ser terra de ninguém, essa terra é nossa!.
Tudo é uma questão de conhecimento obitido nas escolas, a maior parte da população estuda em colégio público, o governo nunca investiu em educação para que os seus futuros eleitores não conseguissem ser inteligente o bastante para tirar o poder das mãos de quem não o merece.
Se não se dá a sabedoria necessaria para fazer o cidadão pensar o cidadão não pensa, isso acaba gerando violencia por falta de conhecimento.
O poder está nas nossas mãos, porém como a maioria da população é incapaz de expor suas ideias de forma critica e se acomodam com o nosso meio da forma que está, fica praticamente impossivel dos nossos problemas acabarem, a não ser que haja uma injeção de ensino básico de qualidade nas escolas públicas.
Aos alunos de todas as escolas vai um aviso, vocês podem mudar o nosso cenário atual, é só querer, ter força de vontade, parar de pensar no seu "eu" e pensar mais no "nosso", vamos cuidar melhor de nosso país, um país que desde 1500 sofre com as desigualdades e injustiças tem que parar de ser terra de ninguém, essa terra é nossa!.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Máscaras
Constantemente o ser humano usa máscaras para se defender
Se escondem atrás de uma face e ninguém sabe quem é você
Enquanto um tenta ser diferente ou apresentar suas verdadeiras emoções
O outro bola um plano perfeito para corrigir suas imperfeições.
E como se a vida fosse levada a sério, a gente vai desvendando os seus mistérios
E como se tudo estivesse parado você mostra seu rosto e se sente aliviado
Possivelmente o peso que existe dentro de você é toda a verdade que você quer vender
Faz em milhões de pessoas uma lavagem cerebral, e até você acredita que existe um ideal.
Se escondem atrás de uma face e ninguém sabe quem é você
Enquanto um tenta ser diferente ou apresentar suas verdadeiras emoções
O outro bola um plano perfeito para corrigir suas imperfeições.
E como se a vida fosse levada a sério, a gente vai desvendando os seus mistérios
E como se tudo estivesse parado você mostra seu rosto e se sente aliviado
Possivelmente o peso que existe dentro de você é toda a verdade que você quer vender
Faz em milhões de pessoas uma lavagem cerebral, e até você acredita que existe um ideal.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Um dia
Um dia nas tuas mãos tão frágil e simples
Um dia correndo e descobrindo novos mundos
Um dia se descobrindo
Um dia querendo ir fundo
Um dia transtornado e ainda assim tão frágil
Um dia percebe que um dia vai deixa-lo
Um dia tão curto que se acabaAutor: Álisson Bonsuet
sábado, 12 de fevereiro de 2011
A vida de uma prostituta
Antes de falar desse assunto quero dizer que não estou influenciando nenhuma jovem a virar garota de programa e nem estou querendo que ninguém seja visto com os olhos de uma sociedade opressora, só estou querendo fazer os leitores desse blog pensarem sobre o assunto.
Uma pessoa nascida e criada onde a fome, a morte, a miséria e a violencia são comuns tendem a continuar esse ciclo onde o viver não existe, só o que existe é a dependência da sobrevivencia.
Na selva "natural" os fortes sobrevivem, já na selva de pedra onde o capital é o mais importante para a sobrevivencia, o mais rico (em relação a dinheiro) tem mais chances de vida.
A personagem dessa história não tem nome, ela é apenas mais um número para a falsa classe superior, o n° 35 foi escolhido para ela pois é a quantidade de vezes em que ela foi presa.
N° 35 nunca teve a oportunidade de estudar em uma boa escola nem de estar em um bom emprego, não que o emprego dela seja desmerecedor, ela é prostituta aos 17 anos, foi estuprada pelo patrão aos 8 anos quando trabalhava de doméstica para poder ajudar a mãe e os 4 irmãos.
A sociedade encherga n° 35 como mais uma pessoa a margem, ninguém sabe o que acontece realmente na vida de um sujeito para que o mesmo se torne bom ou ruim aos olhos de quem vê, mas de certa forma n° 35 tinha um sonho, ela queria ser professora, estudava pela manhã e trabalhava a noite, foi em uma dessas noites que conheceu um homem rico, bem vestido, com carro importado, e que não significava só um número para as outras pessoas, ele tinha nome, era doutor, ele fez dois programas com ela e no segundo conversaram, ele perguntou então:
- O que você pode me ensinar?
- Eu posso te ensinar a viver
- Você sabe como viver nas ruas?
- Sim eu sei
- Você sabe como lidar com os traficantes?
- Sim eu sei
E assim por diante a conversa continuou, descobriu-se que em relação a verdadeira vida, n° 35 sabia muito mais que qualquer médico, ou atuante na área de ciencias.
Seis meses depois n°35 descobre portar Aids, como se manter viva tendo uma mãe invalida, irmãos pequenos, não ter tido pai presente, e tendo ainda que tomar um coquetel de remédios? Como a sociedade em que ela vive é um "centro captalista" onde há culto ao dinheiro e não há respeito para os desprovidos dos mesmos, ela tem que roubar para se manter viva e manter a sua familia viva também.
Os olhos que julgam são os mesmos olhos que sofrem com a violência dos que são julgados, 12 anos depois n° morre, porém não deixou para trás apenas um número, ela deixou um nome, Professora Ágata Guimarães.
Não se deve julgar as pessoas em hipotese alguma, todos são iguais, a hipocrisia exite e todos praticam ela, vamos tentar olhar para dentro de si antes de julgar as pessoas, todos são iguais, sempre, mesmo em um mundo totalmente captalista.
Não sou moralista nem quero ser, apenas penso, logo existo... :D
Uma pessoa nascida e criada onde a fome, a morte, a miséria e a violencia são comuns tendem a continuar esse ciclo onde o viver não existe, só o que existe é a dependência da sobrevivencia.
Na selva "natural" os fortes sobrevivem, já na selva de pedra onde o capital é o mais importante para a sobrevivencia, o mais rico (em relação a dinheiro) tem mais chances de vida.
A personagem dessa história não tem nome, ela é apenas mais um número para a falsa classe superior, o n° 35 foi escolhido para ela pois é a quantidade de vezes em que ela foi presa.
N° 35 nunca teve a oportunidade de estudar em uma boa escola nem de estar em um bom emprego, não que o emprego dela seja desmerecedor, ela é prostituta aos 17 anos, foi estuprada pelo patrão aos 8 anos quando trabalhava de doméstica para poder ajudar a mãe e os 4 irmãos.
A sociedade encherga n° 35 como mais uma pessoa a margem, ninguém sabe o que acontece realmente na vida de um sujeito para que o mesmo se torne bom ou ruim aos olhos de quem vê, mas de certa forma n° 35 tinha um sonho, ela queria ser professora, estudava pela manhã e trabalhava a noite, foi em uma dessas noites que conheceu um homem rico, bem vestido, com carro importado, e que não significava só um número para as outras pessoas, ele tinha nome, era doutor, ele fez dois programas com ela e no segundo conversaram, ele perguntou então:
- O que você pode me ensinar?
- Eu posso te ensinar a viver
- Você sabe como viver nas ruas?
- Sim eu sei
- Você sabe como lidar com os traficantes?
- Sim eu sei
E assim por diante a conversa continuou, descobriu-se que em relação a verdadeira vida, n° 35 sabia muito mais que qualquer médico, ou atuante na área de ciencias.
Seis meses depois n°35 descobre portar Aids, como se manter viva tendo uma mãe invalida, irmãos pequenos, não ter tido pai presente, e tendo ainda que tomar um coquetel de remédios? Como a sociedade em que ela vive é um "centro captalista" onde há culto ao dinheiro e não há respeito para os desprovidos dos mesmos, ela tem que roubar para se manter viva e manter a sua familia viva também.
Os olhos que julgam são os mesmos olhos que sofrem com a violência dos que são julgados, 12 anos depois n° morre, porém não deixou para trás apenas um número, ela deixou um nome, Professora Ágata Guimarães.
Não se deve julgar as pessoas em hipotese alguma, todos são iguais, a hipocrisia exite e todos praticam ela, vamos tentar olhar para dentro de si antes de julgar as pessoas, todos são iguais, sempre, mesmo em um mundo totalmente captalista.
Não sou moralista nem quero ser, apenas penso, logo existo... :D
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