domingo, 8 de abril de 2012

Profana aventura

Verdades de mente doentia.
A mente que é minha, que me habita.
Que me habita alegria, alergia.
Não posso pensar, sonhar egoistamente.

Caminha com a minha, não mentes.
Entendes, descrentes de meu amor.
Descentes, despudoradas ou não.
Solene, momento de felicidade.

Se perde, em tanta loucura passageira.
Se mete, vai lá e me enche de besteiras.
Perdes teu tempo e o meu.
Ganhas se descobres o que leu quem escreveu.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Unhas e cigarros

Vejo, sinto, sou, cego.
Passa, amassa, volta, beijo.
Calor, sem febre, saudável.


Pensamentos diversos.
Sentimentos alheios.
Arrepios eternos.
É ter no teu ventre.


Não vendo isto.
Sem ver ou haver.
Não compro aquilo.
Só por prazer.


Mas se é por prazer.
Por prazer que a gente faz.
Desde os nossos ancestrais.
Isso e aquilo se encaixam.


Mas se é por estrofe.
Já não sentes o mesmo efeito.
Se é com letras que me deito.
Só descanso em teu peito.


Álisson Bonsuet



terça-feira, 3 de abril de 2012

Cargas iguais

Das rosas onde só o espinho era enxergado.
Do lado onde só se via um lado.
De todo o calor indesejado.
Agora se pôs oposto, se pôs amado.

Pois se ama ou aniquila, todo este estranho encaixe.
Pois é certo que as cargas se repelem ou se atraem.
Mesmo que por um primeiro empasse.
Tudo passa, e o esquecido é deixado para trás.


Álisson Bonsuet


terça-feira, 27 de março de 2012

Os "Lás" da minha vida

O que antes se fazia importante.
É o agora tão distante, tão lá.
Lá longe se foi mais uma vinda.
Aqui perto só o Lá, depois Mi, Ré...


E vou de ré ao retrocesso que me trouxe.
Eu abro mão, abro mente, dentes, sentes.
Com os sentidos apurados, sabes se safar.
Sabe quando perde, mas sabe bem como ganhar.


Tu eras minha, amada, só.
Foste, antes disso tudo, só a amada.
Só o lamento do sozinho, agora.
Só não chora, pro leitor não entender.


Álisson Bonsuet.





segunda-feira, 26 de março de 2012

Boa boemia

Os valetes valentes, na noite da minha cidade.
As damas impuras, cobrando a mando.
Ganhando vidas, perdendo pudores.
Perdendo amores e suprindo sabores.


Cigarros acesos são as únicas luzes.
Guiando os sujos, bêbados imundos.
Guiando o álcool, inflamável sensação.
Guiando ao fundo do poço, mais um moço, sem noção.


Mas é linda a minha noite, minha boemia.
Minha cerveja, meu Whisky, nada mais.
Só o sorriso da morena, talvez louca minha pequena.
Só a morfina acabaria com a dor do copo meu, vazio.


Álisson Bonsuet



quarta-feira, 21 de março de 2012

A lua desenhada

Como é bom querer chorar sem ter motivos.
Sem ter ao menos a noção do prejuízo.
Dizer-te antes de um amor correspondido.
Quero feliz aquela que sempre esteve comigo.


Desejo ainda que tu passes a me ver.
Com aqueles olhos cor de mel, cor de arder.
Saborear todo o poder de tuas carícias.
Especiais viraram vicio em minha vida.


Pois só hoje pude então perceber.
Que me faziam de refém, sem depender.
Sem precisar de uma outra vida egocêntrica.
Pois tendo a minha me bastava a consciência. 



quinta-feira, 15 de março de 2012

A casa por acaso

É engraçado como eu deixo livre ir.
E sempre errado, ela volta para mim.
É inevitável disfarçar essa vontade.
Inestimável, é o som da liberdade.


Se fizesse realmente o mal, meu bem.
Não voltaria para a casa em que se fez.
Se fez refém de uma alma, apenas fez.
Faz de coração, e faz o que ele manda.


E digo mais sobre este rico sentimento.
Por várias noites se tornou nosso lamento.
E por momentos se tornou nossa alegria.
A nossa casa hoje encontra-se tão vazia.


Então volta para que possamos errar de novo.
E aprender o que é a vida assim aos poucos.
Vem para o lar que te acolhe e te levanta.
Vem para o lado, pois ainda há a esperança.


Álisson Bonsuet.