quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A emergência a emergir

O sol subiu as montanhas.
Os anjos quiseram nos ver.
É mais uma vez que se tenta.
É só uma flor a crescer.

São risos, amores, libido.
Encontros na vida e nos trilhos.
Os tiros do culpado cupido.
Cumpriram sua missão com prazer.

Mataram meus tempos de sobra.
Comeram as vísceras, a memória. 
E levantou pra amar.
Ressuscitou pra sonhar.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Virgindade

Se faz em dor que vem de dentro.
É o despudor que segue em ventos.
É a mais pura metamorfose.
Pede juízo se vende em doses.

Mas como é triste saber então.
A linda moça vira mulher.
Não é tristeza a solidão.
É que com este coração,
a moça faz o que quiser.

Álisson Bonsuet.


domingo, 29 de julho de 2012

Pausa pro café

A gente busca alguém pra amar, pra chamar de sempre, pra sonhar meio que igual, sonhar junto. Não quero construir o sonho dos outros e nem é preciso ser o centro de tudo, quero gente grande, gente forte, gente que me ajude a pensar, a viver, não alguém que precisemos ensinar o certo ou errado, quero mente pra evoluir, quem está ao nosso alcance sobe com mais facilidade do que quem está no chão, não hoje, ainda não é a hora...


Álisson Bonsuet em poucas palavras...



sábado, 28 de julho de 2012

Amar em mar

Hoje resolvi fazer pra sempre aquele sentimento que se fez interno.
Quantas vezes a alma sorriu, desapegou daquele fardo.
Quantas vezes a gente caiu, chega pediu pra ficar no buraco.


Mas é que hoje eu resolvi mudar a estória.
Resolvi contar minhas glórias, e abir os dentes escancaradamente.
Aquele sono inteligente, aquele sol de madrugada, era meu corpo.


Veja no espelho a esperança de acordar.
A sua história é só sua, não importa quem deixar.
Por mais que se vá, por mais que se vem, morreremos sem.
Morremos só, então viveremos bem, ou nem, só viverei.


Vida enciclica, vida em ciclos, a vida e suas fases.
Nos traga a bagagem, nos traga a luz, nos traga a calma e a tolerância.
Nos leve a arrogância, petulância, só nos leve além !


Álisson Bonsuet.



Pedido amargo

Ei, menina morena, pra que fazes tanta cena?
Já não sabes que me tens e já não sabes que és meu bem?
Ei menina morena, me pediu um ou dois versos.
Só não sei se irá ama-lo, nem sei se vai amar-me.

Ei, menina tão bela, qual o motivo disso tudo.
Uma mordida e dois desprezos.
Um ciume carregado de teatro, carregado de desamor.
Carregando então no peito, a lembrança do desejo.

Não quero que penses que ando por ai rindo a toa.
Eu não choro e nem divirto essas ruas nada boas.
Me bebo, me fumo, me distraio e volto sempre ao mesmo.
A eu mesmo, onde navego, onde espero, onde só lembro.

Álisson Bonsuet. 


domingo, 22 de julho de 2012

Bobo de sorte é bobo da corte

Enquanto o bobo servia a corte.
Ela simplesmente sorria e seguia.
Enquanto os sonhos eram sonhados.
Ela sozinha sabia que não sentiria.


Ele estava a pensar em nomes pros filhos.
Ela estava pensando em conhecer mais amigos.
E de tão distantes e destintos destinos.
Eis que o sino toca no cume da capela.


Estava na hora do divino anunciar.
O bobo da sorte não poderia mais brincar.
A menina não poderia se casar.
O insano da corte começou a gargalhar.


Álisson Bonsuet.



domingo, 15 de julho de 2012

Toda a linha

Perdão amor, mas poderia ser Tereza.
Só não teria a certeza se o amor seria tão bom.
Perdão amor, mas poderia ser Amélia.
Depois de um pouco de Marcelas, eu sigo em frente com meu dom.


Tendo a capacidade de apenas amar-te.
Tendo a pena em minhas mãos, em pleno século XXI.
Sentindo forte que lá fora o mundo ri.
Dizendo a morte para não levar-me sem ti.


É o egoismo que me toma.
Sem piedade ou camaradagem.
É o amor que não destrói.
Mas é paixão que só me parte.


Perdão amor, pelo amor incompreendido. 
Se ainda estiver vivo, mesmo longe há de estar.
Perdão amor, pelo amor tão arriscado.
Só estando ao seu lado, saberei o que buscar.


Álisson Bonsuet.