quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Nossa pressa

Tão curtos estes tempos.
Tão violentos sabores.
E as dores, a noite, o fogo.

Fico louco, imaginando nossa peça,
tão certa de certezas, tão samba.
E ela queima até o final.

A música e o risco escolhido,
foram apenas rabiscos no papel.
E se hoje queima, não vai embora.

Fica impregnada em minhas mãos.
Sente o som da emoção e dança.
Freneticamente como se tudo acabasse logo.

Posso então chamar de minha,
o que eu nunca pude ter.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ti


Acorda amor, ainda estou contigo.
Mesmo depois de não dar-te sorrisos.
Acorda meu anjo, aqui faço-me presente.
Sei que ainda sente, sei que ainda vibra.

Em vida ou em morte,
Foi minha sorte por muito te ter.
Mesmo após a ida, não haverá despedida.
Só há o concreto, por certo, morrer.

Eu até fui forte,
sem perder meu norte,
sem saber perder você.

Sei presenciar tua felicidade.
E dela eu hei de fazer parte.
Daí já não sabereis partir.

Afirmo, não traio quem atraiu-me.
Nego, me faço de cego perto do fim.
Questiono, será que sou dono do sono de ti? 

Álisson Bonsuet. 



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Noite em sala

Ovo com queijo.
Café com gelo.
Mas, não dói mais.
É até confortável.

Mentais faculdades,
Pra saber fazer arte.
Cabana na sala.
Que cheiro ! Inala !

Que sonho seria,
Temer todo dia,
Tua ida, tua mão.

Que a morte do dia.
Nos traga a vontade.
Da realidade.
Princesa então.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Café, poesia e cafuné

Nos olhos molhados da morena.
No grande sorriso da pequena.
No fogo que agora incendeia.
No amor que aqui se faz.

Tenho-me com fome de ti.
Laço-me nos ventres presentes.
Talvez ponhas para dormir.
Mas só não seria a gente.

Respiração afoita.
O coração palpitando.
Não é a doença com força
É a menina dançando.

Não quero que aches que sou,
Casmurro ou sujo, sem cor.
De ti quero um beijo e dois filhos.
De nós, carinho e abrigo.

Te davas o eterno.
Tu me davas, sincero.
Em troca o complemento.
De volta o prazer, bem lento.

Álisson Bonsuet.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pequena confissão

Chegou a hora de crescer.
O que não para é o que se vê.
A vida em falas, em cenas.
Arruma as malas e os poemas.

Ponha-te a adorar-me sem esforço.
Suga-me a carne e um roubo.
Corta-nos e molda no quadro.
Mas deixa crescer se amar é o fardo.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A emergência a emergir

O sol subiu as montanhas.
Os anjos quiseram nos ver.
É mais uma vez que se tenta.
É só uma flor a crescer.

São risos, amores, libido.
Encontros na vida e nos trilhos.
Os tiros do culpado cupido.
Cumpriram sua missão com prazer.

Mataram meus tempos de sobra.
Comeram as vísceras, a memória. 
E levantou pra amar.
Ressuscitou pra sonhar.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Virgindade

Se faz em dor que vem de dentro.
É o despudor que segue em ventos.
É a mais pura metamorfose.
Pede juízo se vende em doses.

Mas como é triste saber então.
A linda moça vira mulher.
Não é tristeza a solidão.
É que com este coração,
a moça faz o que quiser.

Álisson Bonsuet.