terça-feira, 18 de setembro de 2012

Café, poesia e cafuné

Nos olhos molhados da morena.
No grande sorriso da pequena.
No fogo que agora incendeia.
No amor que aqui se faz.

Tenho-me com fome de ti.
Laço-me nos ventres presentes.
Talvez ponhas para dormir.
Mas só não seria a gente.

Respiração afoita.
O coração palpitando.
Não é a doença com força
É a menina dançando.

Não quero que aches que sou,
Casmurro ou sujo, sem cor.
De ti quero um beijo e dois filhos.
De nós, carinho e abrigo.

Te davas o eterno.
Tu me davas, sincero.
Em troca o complemento.
De volta o prazer, bem lento.

Álisson Bonsuet.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pequena confissão

Chegou a hora de crescer.
O que não para é o que se vê.
A vida em falas, em cenas.
Arruma as malas e os poemas.

Ponha-te a adorar-me sem esforço.
Suga-me a carne e um roubo.
Corta-nos e molda no quadro.
Mas deixa crescer se amar é o fardo.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A emergência a emergir

O sol subiu as montanhas.
Os anjos quiseram nos ver.
É mais uma vez que se tenta.
É só uma flor a crescer.

São risos, amores, libido.
Encontros na vida e nos trilhos.
Os tiros do culpado cupido.
Cumpriram sua missão com prazer.

Mataram meus tempos de sobra.
Comeram as vísceras, a memória. 
E levantou pra amar.
Ressuscitou pra sonhar.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Virgindade

Se faz em dor que vem de dentro.
É o despudor que segue em ventos.
É a mais pura metamorfose.
Pede juízo se vende em doses.

Mas como é triste saber então.
A linda moça vira mulher.
Não é tristeza a solidão.
É que com este coração,
a moça faz o que quiser.

Álisson Bonsuet.


domingo, 29 de julho de 2012

Pausa pro café

A gente busca alguém pra amar, pra chamar de sempre, pra sonhar meio que igual, sonhar junto. Não quero construir o sonho dos outros e nem é preciso ser o centro de tudo, quero gente grande, gente forte, gente que me ajude a pensar, a viver, não alguém que precisemos ensinar o certo ou errado, quero mente pra evoluir, quem está ao nosso alcance sobe com mais facilidade do que quem está no chão, não hoje, ainda não é a hora...


Álisson Bonsuet em poucas palavras...



sábado, 28 de julho de 2012

Amar em mar

Hoje resolvi fazer pra sempre aquele sentimento que se fez interno.
Quantas vezes a alma sorriu, desapegou daquele fardo.
Quantas vezes a gente caiu, chega pediu pra ficar no buraco.


Mas é que hoje eu resolvi mudar a estória.
Resolvi contar minhas glórias, e abir os dentes escancaradamente.
Aquele sono inteligente, aquele sol de madrugada, era meu corpo.


Veja no espelho a esperança de acordar.
A sua história é só sua, não importa quem deixar.
Por mais que se vá, por mais que se vem, morreremos sem.
Morremos só, então viveremos bem, ou nem, só viverei.


Vida enciclica, vida em ciclos, a vida e suas fases.
Nos traga a bagagem, nos traga a luz, nos traga a calma e a tolerância.
Nos leve a arrogância, petulância, só nos leve além !


Álisson Bonsuet.



Pedido amargo

Ei, menina morena, pra que fazes tanta cena?
Já não sabes que me tens e já não sabes que és meu bem?
Ei menina morena, me pediu um ou dois versos.
Só não sei se irá ama-lo, nem sei se vai amar-me.

Ei, menina tão bela, qual o motivo disso tudo.
Uma mordida e dois desprezos.
Um ciume carregado de teatro, carregado de desamor.
Carregando então no peito, a lembrança do desejo.

Não quero que penses que ando por ai rindo a toa.
Eu não choro e nem divirto essas ruas nada boas.
Me bebo, me fumo, me distraio e volto sempre ao mesmo.
A eu mesmo, onde navego, onde espero, onde só lembro.

Álisson Bonsuet.