E, se o anjo insiste em se apaixonar.
E, se a moldura por si só não salvar.
O certo a fazer, é ser errado ao se entregar.
Toda essa estória fez o anjo mandão.
Ver que a vida é quase sempre com razão
Os sinais o mundo deu, pois até ele percebeu.
Não precisava de sinal para assinar o dito e certo
O anjo virou praga quando a praga viu o anjo.
Os dois hoje são um só, separados por motivos.
Mas anjo que é anjo sabe quando erra.
Não desgruda nem por nada dessa praga quase certa.
Álisson Bonsuet.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Pedras perdidas
Cresci rodeado de estranhos.
Até saber que o estranho era eu.
Caí com as pedras e perdas.
O rancor foi o que me fortaleceu.
Tudo bem eu acabar com a minha vida.
É a minha mesmo, quem se importa?
É legal se eu não curo as feridas.
A minha certeza nasceu morta.
Assim eu acordo nos dias de felicidade.
Sem saber se sinto, sem saber a verdade.
Pois é assim que eu acordo todos os meus dias.
Dias esses, que poderiam ser com alegria.
Após a tempestade, as lágrimas vão embora.
Embora eu não seja um amante de auroras.
Por fora eu não sou amante algum.
Mas a vida é minha, eu destruo sem querer.
Até saber que o estranho era eu.
Caí com as pedras e perdas.
O rancor foi o que me fortaleceu.
Tudo bem eu acabar com a minha vida.
É a minha mesmo, quem se importa?
É legal se eu não curo as feridas.
A minha certeza nasceu morta.
Assim eu acordo nos dias de felicidade.
Sem saber se sinto, sem saber a verdade.
Pois é assim que eu acordo todos os meus dias.
Dias esses, que poderiam ser com alegria.
Após a tempestade, as lágrimas vão embora.
Embora eu não seja um amante de auroras.
Por fora eu não sou amante algum.
Mas a vida é minha, eu destruo sem querer.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Um novo amanhecer
Intolerância, inimizade, desigualdade.
A voz que invade a mente vazia.
Mãos trêmulas que regem o futuro.
As mãos trêmulas da antropofagia.
Comem a minha paz, por ganancia.
Comem a minha alma por arrogância.
Numa dessas, arranca a minha beleza.
A verdade imaterial, o saber, a destreza.
Mas é preciso sentir a dor para ver cor.
Pois é preciso sentir odor para conhecer a flor.
E necessidade plantar e não comprar.
É bem vinda toda a forma de amar.
Amando, o amanhecer vai acontecer.
A mando do ser presente ao se fazer.
Sonhando com um novo prazer.
Sem dinheiro, sem a capitalização do poder.
Álisson Bonsuet.
A voz que invade a mente vazia.
Mãos trêmulas que regem o futuro.
As mãos trêmulas da antropofagia.
Comem a minha paz, por ganancia.
Comem a minha alma por arrogância.
Numa dessas, arranca a minha beleza.
A verdade imaterial, o saber, a destreza.
Mas é preciso sentir a dor para ver cor.
Pois é preciso sentir odor para conhecer a flor.
E necessidade plantar e não comprar.
É bem vinda toda a forma de amar.
Amando, o amanhecer vai acontecer.
A mando do ser presente ao se fazer.
Sonhando com um novo prazer.
Sem dinheiro, sem a capitalização do poder.
Álisson Bonsuet.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Maravilhosa angústia
Existe algo dentro de mim, é uma angústia boa de ser sentida.
Que talvez por mais de uma vida, me assombra e assombrou.
É uma necessidade de ser liberto, ser humano, ser incerto.
É ainda uma urbanidade vivida, contida em músicas, cheiros.
Pode ser a cópia do pobre proletariado, numa rotina monótona.
Deve ser em preto e branco, como um dia não quis que fosse.
Hoje, podemos sair, beber, sentir os carros pulsando a toxina.
E ainda ver a menina, com suas roupas velhas, sem rima.
Mas valorizo os sentimentos se é angústia que hoje eu sinto.
Mas vale a pena o sofrimento se não for um sentimento perdido.
Isso só me arrasta para algo que eu detesto, sem cor.
Isso só me afasta do mistério, mas é isso que eu sinto, em cinza sem amor.
Que talvez por mais de uma vida, me assombra e assombrou.
É uma necessidade de ser liberto, ser humano, ser incerto.
É ainda uma urbanidade vivida, contida em músicas, cheiros.
Pode ser a cópia do pobre proletariado, numa rotina monótona.
Deve ser em preto e branco, como um dia não quis que fosse.
Hoje, podemos sair, beber, sentir os carros pulsando a toxina.
E ainda ver a menina, com suas roupas velhas, sem rima.
Mas valorizo os sentimentos se é angústia que hoje eu sinto.
Mas vale a pena o sofrimento se não for um sentimento perdido.
Isso só me arrasta para algo que eu detesto, sem cor.
Isso só me afasta do mistério, mas é isso que eu sinto, em cinza sem amor.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Passo a passo
O célebre cérebro, celebrou o amor.
Ao invéz de dor, da dor da razão.
Que por tão somente vaidade.
Pôs-se em plena divindade.
E sem perceber que arde.
Forte fogo da paixão.
Corta agora, a porta corta fogo.
Que separa um do outro, louco.
Me atravessa seus olhares de emoção.
Pois é moça, a mulher do coração.
Que em pedaços se refaz pouco a pouco.
Que em pedaços me devora feito lobo.
Rouba-me a vida e enche-me de esperança.
Meus problemas são ligados a você.
E as ligações desesperadas te faziam perceber.
Que é paixão, se não, é amor, talvez fosse asia.
Pois queima, assim como falavam no poema.
De amor em amor, como flor desabrochou, despedaçou.
Sim, é apenas asia e mal estar.
É por não poder estar com você.
É por mal tentar-me presente fazer.
É por te querer bem sem estar doente.
É coisa que não se pode explicar.
É por isso que arde, me arde sem machucar.
Álisson Bonsuet.
Ao invéz de dor, da dor da razão.
Que por tão somente vaidade.
Pôs-se em plena divindade.
E sem perceber que arde.
Forte fogo da paixão.
Corta agora, a porta corta fogo.
Que separa um do outro, louco.
Me atravessa seus olhares de emoção.
Pois é moça, a mulher do coração.
Que em pedaços se refaz pouco a pouco.
Que em pedaços me devora feito lobo.
Rouba-me a vida e enche-me de esperança.
Meus problemas são ligados a você.
E as ligações desesperadas te faziam perceber.
Que é paixão, se não, é amor, talvez fosse asia.
Pois queima, assim como falavam no poema.
De amor em amor, como flor desabrochou, despedaçou.
Sim, é apenas asia e mal estar.
É por não poder estar com você.
É por mal tentar-me presente fazer.
É por te querer bem sem estar doente.
É coisa que não se pode explicar.
É por isso que arde, me arde sem machucar.
Álisson Bonsuet.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ciúmes do meu amor
Eu ando e canto pra recompensar o santo.
Que em vossa santidade, me arrumou um canto.
Cheio de encantos, encantos tantos, me fazem voar.
Me fazem ainda, sentir a mais viva, chama que me arde.
Vento que me sopra, lago que me corre, logo me invade.
E ali se instala, o mais puro sentimento, que traz consigo o veneno.
Vem dentro de um ser, ciúmes de amor, talvez sem poder.
Estar contigo onde for, mas de certo eu sei que sempre estarei.
Dentro de ti é muito perto, que até cego por opção consegue enxergar.
Álisson Bonsuet.
Que em vossa santidade, me arrumou um canto.
Cheio de encantos, encantos tantos, me fazem voar.
Me fazem ainda, sentir a mais viva, chama que me arde.
Vento que me sopra, lago que me corre, logo me invade.
E ali se instala, o mais puro sentimento, que traz consigo o veneno.
Vem dentro de um ser, ciúmes de amor, talvez sem poder.
Estar contigo onde for, mas de certo eu sei que sempre estarei.
Dentro de ti é muito perto, que até cego por opção consegue enxergar.
Álisson Bonsuet.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Vida
Observo-me em mudança de vida.
A mudança que afetou os meus pais.
Que por uma vez já mudou ancestrais.
Mas ainda que me mude é tudo muito igual.
Uma poética linear que segue sem cessar.
As vezes louca as vezes não, sempre com paixão.
Pois é isso que ela é, o fogo cego que se vê.
A natureza do viver, o verde cheiro da emoção.
Álisson Bonsuet.
A mudança que afetou os meus pais.
Que por uma vez já mudou ancestrais.
Mas ainda que me mude é tudo muito igual.
Uma poética linear que segue sem cessar.
As vezes louca as vezes não, sempre com paixão.
Pois é isso que ela é, o fogo cego que se vê.
A natureza do viver, o verde cheiro da emoção.
Álisson Bonsuet.
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