sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que for bom, vai me fazer bem !

O problema está realmente comigo?
Consigo amar facilmente, gostar facilmente.
Então de repente, me vejo presente na vida de alguém.
Esse alguém está tão dentro de mim, já o consigo sentir.
Isso é a mágica que me fascina, ver a menina sonhar.
Retribuir os sonhos e até cultivar, lembrar, e voltar a amar.
Voltar?
Não, RECOMEÇAR.
Pois parece que nos conhecemos de outras vidas.
Todas as coisas sentidas e ditas, escritas e lidas.
Me fazem querer viver mais e mais com você.

Álisson Bonsuet

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Em meu quarto

Minha vida se reflete em meu quarto.
Mal tratado, com imagens jogadas ao chão.
Na minha desordem tudo está bagunçado.
Na minha vida tudo se resume em um não.


Não quero que pensem que errei.
Mas erraria se não os deixasse pensar.
Não sou o sabedor da verdade.
Mas finjo saber a realidade, finjo saber amar.


Num quarto escuro tentando ouvir o silêncio.
Ouço berros de dor que ecoam dentro de mim.

Será que esse quarto é o que está escuro?
Ou a escuridão marrom dos livros e livrarias é o que se encontram aqui?


Vou organiza-lo, modifica-lo, revoluciona-lo.
Vou deixar tudo como eu quero.
Iria sorrir, sentir menos ou mais, lembrar de esquecer coisas banais
Mas nada pode ficar como está, tudo está errado em meu quarto.


(Álisson Bonsuet)

terça-feira, 26 de julho de 2011

O poeta

É preciso sofrer para aprender a escrever.
É preciso sentir para saber retratar.
Não é preciso ser ator para saber interpretar.
Não é preciso ser poeta para saber amar.


A sabedoria e o saber sem alegria.
A tristeza exata e a ignorância.
Tudo se usa com palavras.
Acentos sem intolerância.


Saber viver, saber sonhar.
Saber dizer, sem nada falar.
Ter uma alma vagabunda.
Cheia de ideias, nenhuma profunda.

E, se a tinta acabar, o poeta morre.
Morre de angústia, por não se expressar.
Morre de fome por não trabalhar.
E ainda morto se faz eterno.

Correntes invisiveis

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de dizer ao mundo que eu realmente sinto um coração bater.
Mas tudo o que eu vi, foi uma parte dele me dizer que a razão queria me proteger.
E o que seria a razão sem sentir a emoção?
Tudo tem o seu paradoxo, e em meio a tempestade, vejo um barquinho chegando pra me salvar.
De repente me apego a esse barco, e não quero voltar.
Por isso eu digo, hoje eu sei onde é o meu lugar.
Não demora e o barquinho vai saber pra onde a minha vida guiar.

Álisson Bonsuet (Obrigado eu precisava disso)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

São coisas que me atormentam

Me isolo de tudo que odeio, eu odeio todo mundo.
Falsidade acima de amizade, amor acima de tudo.
Todas as coisas que me cercam são todas as coisas que eu não quero.
Viver com o necessário, esse é o necessário assim eu espero!

Álisson Bonsuet.

Liberdade contraida e confundida.

Está liberto das escuras correntes que te prendiam e não te deixavam ver o clarão.
Está liberto para algo útil, abominar tudo que seja fútil, e não pensar em vão.
Está liberto para ser e estar, para viver e pensar, para descobrir sentimentos profundos.
Está liberto, mas continua com medo e se aprisiona, não quer o futuro.

Álisson Bonsuet

Eficácia absoluta

A ineficácia de uma pessoa sem potência, é humana e é normal.
Assim como a vida é moldada lentamente, adolescente impaciente, que não ouve e se dá mal.
Camelos rodando, chaminés pulsando, a fúria dos titãs espalhada em cada ser.
Revisa, revê, não visa, não crê, crescendo da terra e brotando no viver.
Nome? Álisson Bonsuet ;)