segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Em meu quarto

Minha vida se reflete em meu quarto.
Mal tratado, com imagens jogadas ao chão.
Na minha desordem tudo está bagunçado.
Na minha vida tudo se resume em um não.


Não quero que pensem que errei.
Mas erraria se não os deixasse pensar.
Não sou o sabedor da verdade.
Mas finjo saber a realidade, finjo saber amar.


Num quarto escuro tentando ouvir o silêncio.
Ouço berros de dor que ecoam dentro de mim.

Será que esse quarto é o que está escuro?
Ou a escuridão marrom dos livros e livrarias é o que se encontram aqui?


Vou organiza-lo, modifica-lo, revoluciona-lo.
Vou deixar tudo como eu quero.
Iria sorrir, sentir menos ou mais, lembrar de esquecer coisas banais
Mas nada pode ficar como está, tudo está errado em meu quarto.


(Álisson Bonsuet)

terça-feira, 26 de julho de 2011

O poeta

É preciso sofrer para aprender a escrever.
É preciso sentir para saber retratar.
Não é preciso ser ator para saber interpretar.
Não é preciso ser poeta para saber amar.


A sabedoria e o saber sem alegria.
A tristeza exata e a ignorância.
Tudo se usa com palavras.
Acentos sem intolerância.


Saber viver, saber sonhar.
Saber dizer, sem nada falar.
Ter uma alma vagabunda.
Cheia de ideias, nenhuma profunda.

E, se a tinta acabar, o poeta morre.
Morre de angústia, por não se expressar.
Morre de fome por não trabalhar.
E ainda morto se faz eterno.

Correntes invisiveis

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de dizer ao mundo que eu realmente sinto um coração bater.
Mas tudo o que eu vi, foi uma parte dele me dizer que a razão queria me proteger.
E o que seria a razão sem sentir a emoção?
Tudo tem o seu paradoxo, e em meio a tempestade, vejo um barquinho chegando pra me salvar.
De repente me apego a esse barco, e não quero voltar.
Por isso eu digo, hoje eu sei onde é o meu lugar.
Não demora e o barquinho vai saber pra onde a minha vida guiar.

Álisson Bonsuet (Obrigado eu precisava disso)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

São coisas que me atormentam

Me isolo de tudo que odeio, eu odeio todo mundo.
Falsidade acima de amizade, amor acima de tudo.
Todas as coisas que me cercam são todas as coisas que eu não quero.
Viver com o necessário, esse é o necessário assim eu espero!

Álisson Bonsuet.

Liberdade contraida e confundida.

Está liberto das escuras correntes que te prendiam e não te deixavam ver o clarão.
Está liberto para algo útil, abominar tudo que seja fútil, e não pensar em vão.
Está liberto para ser e estar, para viver e pensar, para descobrir sentimentos profundos.
Está liberto, mas continua com medo e se aprisiona, não quer o futuro.

Álisson Bonsuet

Eficácia absoluta

A ineficácia de uma pessoa sem potência, é humana e é normal.
Assim como a vida é moldada lentamente, adolescente impaciente, que não ouve e se dá mal.
Camelos rodando, chaminés pulsando, a fúria dos titãs espalhada em cada ser.
Revisa, revê, não visa, não crê, crescendo da terra e brotando no viver.
Nome? Álisson Bonsuet ;)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O homem que não mentia.

 4:00 am, Nova York. Me preparo para assumir um cargo importante em uma empresa, serei vigilante da K.G.B empresa que administra grandes construções, para muitos, ser vigilante não é muita coisa, e eu realmente não não quero morrer como vigilante. Meu chefe o Sr. Hudson era um carrasco, desconfiava de tudo e de todos, mas eu tinha pena dele, um velho que cheirava a queijo estragado, não tinha mulher nem filhos, estava sujeito a morrer só, amargurado em seus próprios erros.
 Meu objetivo dentro da K.G.B era roubar o cargo da presidência de Tavinho, um colega da escola que estudou comigo ainda no Brasil, ele filho do dono da K.G.B ia para Nova York todos os anos, uma pessoa extremamente fútil, vivia rodeado de adoradores do dinheiro, e eu tinha conseguido o acesso aos E.U.A com muito sacrifício, estudava e trabalhava seis dias da semana, só descansava no domingo, merecia muito mais o cargo.
 Durante três meses fiquei a espera de uma oportunidade para poder lançar meu projeto de urbanização ecológica, queria mostrar meu trabalho, mandei por E-mail para a empresa mas nunca recebia resposta, percebi que os projetos que a empresa fazia eram semelhantes aos meus, mudavam em algumas poucas coisas, eu estava fazendo um trabalho sem remuneração e sem reconhecimento, isso só fez meu ódio aumentar ainda mais, o Sr. Hudson sofria de todas as doenças que a idade traz com ela, mas nunca se ausentava do trabalho. Precisava tirar aquele velho do meu caminho, numa inspeção de rotina plantei uma substancia explosiva na bolsa dele, ele foi demitido e como eu era o mais preparado assumi o cargo, e com essa frieza fui derrubando todos que estavam em meu caminho, passaram-se 5 anos, e eu estava há um passo da presidência, todos me admiravam e me respeitavam, Tavinho estava virando um amigo, então eu me perguntava, será que vale a pena derrubar ele também?
 Eu era realmente o melhor para aquela empresa, mas isso não me dava o direito de acabar com a vida de outra pessoa, mesmo assim, com a minha psicopatia,continuei com as minhas verdades, engolindo sapo após sapo a espera da oportunidade para tirar Tavinho do meu caminho.
 Estavamos bêbados voltando para a casa a noite no meu carro, eu provoquei um acidente com a morte dele garantida, mas eu falhei, e ele dormiu em meus braços em baixo da chuva que caia, e no outro dia estavamos trabalhando juntos, todos os funcionários que eu tinha tirado da K.G.B descobiram minhas tramoias e se juntaram para me tirar do poder, porém Tavinho me defendeu de todas as acusações, não o matei, mas tomei toda fortuna que ele tinha de modo silencioso e deixei a empresa com uma divida impagável, sai de Nova York e quando eu acordei estava em Dubai com outro nome, outra identidade e sem mentiras só com as minhas verdades.

(Álisson Bonsuet)