"Se não me amasse talvez não me odiaria tanto"
Acordei com esta frase ecoando em minha mente, como é ruim passar a noite sem dormir, tantos problemas acontecendo no mundo, que espécie de herói sou eu ? Não quero vestir a capa e ir a luta, quero cafuné, quero café, né ?! Correr tanto pra encontrar a vida, que linda ela é, já construímos tanto juntos, é justo ! Hoje o meu rei não quer ser rico, disse-me que já tinha tudo, assistia aos filmes que desejava, lia os livros que queria, e agora ? O que fará da vida? Da que ainda resta... E a rainha, aquela que não quer ver mais nenhuma peça, só quer com urgência chegar em algum lugar, nem ela sabe onde é, e o que fará quando chegar ?
E assim eu vou seguindo, com "o nosso amor e ódio eterno", esperando a minha vez de ser rei, esperançando não ser tão real, e se a bagagem é o que se leva, a aprendizagem vem sem pressa.
Álisson Bonsuet.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Lápide
Amaram-me como merecido.
Comeram-me todos os meus sorrisos.
Beberam-me toda a vida.
E se é por fim, aqui se encontra !
Farei de conta que a vida continua.
Talvez na terra, dentro dela é o meu lugar.
E já que parei de ter a casca, eu ganhei minha alforria.
Ter a certeza todo dia, e aqui, quem não virá ?
Álisson Bonsuet.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Posseira
Morena do sorriso quadrado.
Que belas curvas as tuas !
Mulher que me fez mais amado.
Que se apossou de minhas ruas.
Se antes via a vida como um cigarro,
que queima até o teu fim.
Hoje vejo quebrar os teus saltos,
e num voo alto ser dona de mim !
Álisson Bonsuet.
Que belas curvas as tuas !
Mulher que me fez mais amado.
Que se apossou de minhas ruas.
Se antes via a vida como um cigarro,
que queima até o teu fim.
Hoje vejo quebrar os teus saltos,
e num voo alto ser dona de mim !
Álisson Bonsuet.
Fica ?!
Gentileza era mulher do Pedro, oi prazer, Pedro; virou angústia cedo a tal mulher do Pedro, ele caminhou bebendo o gozo feromônico e namorou com Bela, o tempo não parou, bem como o poeta cantou, a Bela apodreceu e virou cinza; então é isso, Pedro bebeu, morreu, morreu só ? Oh não ! Pedro se fez Alfredo conheceu uma Margarida, também estava de partida, deram as mãos e foram, foram viver, passaram por nós um dia desses e simplesmente, foram simples, sem se ir... Nunca mais !
Álisson Bonsuet
Álisson Bonsuet
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Nossa pressa
Tão curtos estes tempos.
Tão violentos sabores.
E as dores, a noite, o fogo.
Fico louco, imaginando nossa peça,
tão certa de certezas, tão samba.
E ela queima até o final.
A música e o risco escolhido,
foram apenas rabiscos no papel.
E se hoje queima, não vai embora.
Fica impregnada em minhas mãos.
Sente o som da emoção e dança.
Freneticamente como se tudo acabasse logo.
Posso então chamar de minha,
o que eu nunca pude ter.
Álisson Bonsuet.
Tão violentos sabores.
E as dores, a noite, o fogo.
Fico louco, imaginando nossa peça,
tão certa de certezas, tão samba.
E ela queima até o final.
A música e o risco escolhido,
foram apenas rabiscos no papel.
E se hoje queima, não vai embora.
Fica impregnada em minhas mãos.
Sente o som da emoção e dança.
Freneticamente como se tudo acabasse logo.
Posso então chamar de minha,
o que eu nunca pude ter.
Álisson Bonsuet.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Ti
Acorda amor, ainda estou contigo.
Mesmo depois de não dar-te sorrisos.
Acorda meu anjo, aqui faço-me presente.
Sei que ainda sente, sei que ainda vibra.
Em vida ou em morte,
Foi minha sorte por muito te ter.
Mesmo após a ida, não haverá despedida.
Só há o concreto, por certo, morrer.
Eu até fui forte,
sem perder meu norte,
sem saber perder você.
Sei presenciar tua felicidade.
E dela eu hei de fazer parte.
Daí já não sabereis partir.
Afirmo, não traio quem atraiu-me.
Nego, me faço de cego perto do fim.
Questiono, será que sou dono do sono de ti?
Álisson Bonsuet.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Noite em sala
Ovo com queijo.
Café com gelo.
Mas, não dói mais.
É até confortável.
Mentais faculdades,
Pra saber fazer arte.
Cabana na sala.
Que cheiro ! Inala !
Que sonho seria,
Temer todo dia,
Tua ida, tua mão.
Que a morte do dia.
Nos traga a vontade.
Da realidade.
Princesa então.
Álisson Bonsuet.
Café com gelo.
Mas, não dói mais.
É até confortável.
Mentais faculdades,
Pra saber fazer arte.
Cabana na sala.
Que cheiro ! Inala !
Que sonho seria,
Temer todo dia,
Tua ida, tua mão.
Que a morte do dia.
Nos traga a vontade.
Da realidade.
Princesa então.
Álisson Bonsuet.
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