quarta-feira, 15 de maio de 2013

Espelho d'alma

Olhos cansados, casados com a alma.
Te dizendo bem mais que as meias palavras.
Te dizendo que nada foi feito a letra da canção.
Te querendo dizer sobre a dor do coração.

Ainda sinto, sentado no chão sentindo que é frio.
Ainda minto, penteando o colchão, vazio.
Sobre o que nunca vai saber.
Sobre o medo de perder você.

Álisson Bonsuet.

domingo, 5 de maio de 2013

Tu, do espelho

Olhei pro espelho com pelos no rosto.
Um apelo de moço, o troco da vida.
Quem és tu pessoa nova, sempre com pressa e de partida?
Quem queres ser ao anoitecer, tu que teces assim a tua história?

O que acontece agora se não te deram um roteiro?
Tantas perguntas, só não esquece de viver.
Não esquece o coração pois aquece a tua alma.
Não esquece na solidão quem um dia sempre foi!

Álisson Bonsuet.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Almar coisa boa

Almemos mais as pessoas.
Almemo-nos por coisas boas.
Desarmemo-nos por coisas atoas.
Almemos a chuva.

Ao menos na alma.

Somente lá dentro.
Sentimos e rimos.
As rimas do tempo.

Álisson Bonsuet.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dona Amora Simplória

Pequena de grande sorriso.
Encontra um amor por cada abismo.
Nunca tentou se encontrar.

Se for pra contar do amor que eu te dei.
Não conte as verdades, encante milhares,
faz padre pirar.

Se for pra sorrir nestes mesmos lugares.
Me chama e me queima, pois o que tens de pequena
tens de inverso nos versos para me conquistar.

Álisson Bonsuet.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cardiopatia

Perdão amor, por usar desta paixão.
Perdão menina mulher, por usar destes escritos.
É baixo, é lindo, é a unica forma de amar-te.
É ainda a antiga maravilha, o presente angustioso.

Escreve pra mim também, mostra o que tu tens.
Por bem ou por mal, fez minha vida eterno caos.
Patologia platônica, amor desacerbado. 
Será que sou tão descarado pra não saber por onde andas?

Anda comigo, pois sem migo, são inimigos esses dias.
Ando com medo, pois em segredo eu perco o sagrado.
Em meus pensamentos, tu és a primeira, a mais amada.
Em meus sorrisos, teu nome é de deusa, teu nome é risada.

Álisson Bonsuet.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Do tal zelo

Quando teu quarto esvaziar,
quando teu copo não mais restar,
quando tua alma não transbordar.
sai pra perguntar, cadê meu par?

Cuida amor, do mais singelo riso,
da mais perfeita forma, errada,
do mais sofrido tapa, sacana.

Sejamos homens, façamos valer.
Sejamos mente, em verdade sofrer.
Sempre sejamos sentimentos.
Sempre o zelo por ter.

Álisson Bonsuet.


sábado, 6 de abril de 2013

Ultima parada

Essa indiferença, que a mim envenenou.
Toda a minha crença, que descrente me deixou.
Nunca mais certeza, nunca mais eu sou.

Andando pelos bares e enchendo mais um copo.

Enchendo mais de lágrimas o que em fome eu devoro.
Enchendo o meu saco, quebrando meus espelhos.
Fugindo dessas ruas, vai em fuga pensamentos!

Essa desistência que em fim nunca se deu.

Nunca foi embora, e embora não quisesse.
Fez ouvir as minhas preces, por favor desaparece.
Só queria novamente.


Álisson Bonsuet.