Quantos nós já percorridos neste amar pra quatros pés te encontrar, laiá, laiá.
Amor próprio é cê me amar.
Presta atenção, esquece a tensão guria, empresta tua mão que é pra gente se casar.
Que sonho bom, e digo mais, laiá, laiá.
Álisson Bonsuet.
terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Matilde, meu coração
Vanessa que eu fico mais Soraia.
Me deixe em Doralice e dê adeus a D. Amora.
Rosa seca tipo Ana que sorria.
Agatha que bonita quando Mia.
Toda menina baiana tem uma Sandra.
Piloto é de Acássia.
A Margarida é querida e é amarga.
Amandona.
Celeste ou oeste, eu não sei.
Peguei umas seis.
Só seios disso.
Álisson Bom talvez.
Me deixe em Doralice e dê adeus a D. Amora.
Rosa seca tipo Ana que sorria.
Agatha que bonita quando Mia.
Toda menina baiana tem uma Sandra.
Piloto é de Acássia.
A Margarida é querida e é amarga.
Amandona.
Celeste ou oeste, eu não sei.
Peguei umas seis.
Só seios disso.
Álisson Bom talvez.
Flor de luz
Todas as minhas noites.
Essas que estão vivos os meus sonhos com você.
A essas noites desejo o eterno.
Meus humildes versos para te dizer:
Olha pra mim, estou dentro de nós dois, apois...
Guardo em minha mente, suja.
Uma simples falha, certa.
Elefantemente, lembro.
Raridade nossa, nua.
Rua tão contente, rio.
Águas em teu corpo, corro.
Álisson Bonsuet.
Essas que estão vivos os meus sonhos com você.
A essas noites desejo o eterno.
Meus humildes versos para te dizer:
Olha pra mim, estou dentro de nós dois, apois...
Guardo em minha mente, suja.
Uma simples falha, certa.
Elefantemente, lembro.
Raridade nossa, nua.
Rua tão contente, rio.
Águas em teu corpo, corro.
Álisson Bonsuet.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Ensaio sobre o que eu aprendo com ela
Como é bonito este amor, meu amor.
A inspiração para compor que me fez amar-te.
E é por isso que eu ostento tanta felicidade,
E é por isso que eu contesto a nossa baianidade.
Batuque na gente.
Ouço o tambor bater na cidade,
É teu coração que toca e me invade.
De corpo fechado e sorriso na lata.
Seus olhos abrindo despertam pirraça.
Aprendo a ser vivo, homem e pirata.
Que brinca descalço a infância amada.
É que contigo sou isso, sou homem, sou gente.
Sou criança e sorriso, de peito carente.
Álisson Bonsuet.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Conversa com cigarro
Mais um dia sem saber pra onde vamos.
Mais um dia sem saber o que é a vida.
Se estamos de partida ou se partir é transição.
Mais um dia mergulhado em solidão.
Ouvindo gente morta num radinho sem canção.
E esses sonhos, e essa vontade de querer viver?
Sempre a procura de quem realmente tu és.
De gente que a gente nunca encontra nos bordeis.
E ainda estamos sós companheiro.
Eu, você e esse isqueiro, fuleiro...
Álisson Bonsuet.
Mais um dia sem saber o que é a vida.
Se estamos de partida ou se partir é transição.
Mais um dia mergulhado em solidão.
Ouvindo gente morta num radinho sem canção.
E esses sonhos, e essa vontade de querer viver?
Sempre a procura de quem realmente tu és.
De gente que a gente nunca encontra nos bordeis.
E ainda estamos sós companheiro.
Eu, você e esse isqueiro, fuleiro...
Álisson Bonsuet.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Sobre a bomba relógio que é viver
Acordei cedo por causa da ressaca do dia anterior, da dor de barriga na madrugada, da solidão.
Liguei a cafeteira e recebi um beijo materno daqueles calorosos de quando tinha apenas oito anos; fiz uma viagem pra um tempo feliz sentado no vaso; lembrei de quando tinha uns sete, era comum os meninos até essa idade andarem pela casa somente de cueca, se chegasse visita não tinha importância, nessa idade não existe conotação sexual, o que existe é a comodidade de um menino que se conforta no sofá e mergulha a cara numa televisão de tubo assistindo desenhos animados. As perguntas recorrentes, "E ai, passou de ano?", "Você está em que série mesmo?", "Já está de férias?", e as respostas sempre eram as mesmas,"Passei direto", "Sou o aluno número um da turma", isso de fato era verdade, meu nome vinha antes do de todos na caderneta.
Dei descarga e ao levantar o rosto pra fazer a barba percebi que eu tenho uma cicatriz embaixo do queixo, essa é quase uma marca registrada dos meninos hiperativos de minha época.
Passei o barbeador amarelinho no rosto com mais força que o normal e me cortei, veio logo a lembrança de querer imitar o meu pai fazendo a barba sozinho no banheiro com uns cinco ou seis anos de idade, minha mãe enlouqueceu, "Meu filho quer ser homenzinho, tá querendo me deixar mais velha", "Filho, cada coisa em seu tempo", "Menino, que sangue é esse?!". E deixei escorrer o sangue que era, naquela hora, a única certeza de que ainda estou vivo, sentado, confortado e de cueca, mergulhado no final de mais um livro. Obrigado Rubem Braga.
Álisson Bonsuet.
Liguei a cafeteira e recebi um beijo materno daqueles calorosos de quando tinha apenas oito anos; fiz uma viagem pra um tempo feliz sentado no vaso; lembrei de quando tinha uns sete, era comum os meninos até essa idade andarem pela casa somente de cueca, se chegasse visita não tinha importância, nessa idade não existe conotação sexual, o que existe é a comodidade de um menino que se conforta no sofá e mergulha a cara numa televisão de tubo assistindo desenhos animados. As perguntas recorrentes, "E ai, passou de ano?", "Você está em que série mesmo?", "Já está de férias?", e as respostas sempre eram as mesmas,"Passei direto", "Sou o aluno número um da turma", isso de fato era verdade, meu nome vinha antes do de todos na caderneta.
Dei descarga e ao levantar o rosto pra fazer a barba percebi que eu tenho uma cicatriz embaixo do queixo, essa é quase uma marca registrada dos meninos hiperativos de minha época.
Passei o barbeador amarelinho no rosto com mais força que o normal e me cortei, veio logo a lembrança de querer imitar o meu pai fazendo a barba sozinho no banheiro com uns cinco ou seis anos de idade, minha mãe enlouqueceu, "Meu filho quer ser homenzinho, tá querendo me deixar mais velha", "Filho, cada coisa em seu tempo", "Menino, que sangue é esse?!". E deixei escorrer o sangue que era, naquela hora, a única certeza de que ainda estou vivo, sentado, confortado e de cueca, mergulhado no final de mais um livro. Obrigado Rubem Braga.
Álisson Bonsuet.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Eu alheio
Entre cafés e espetáculos histéricos.
Entre em minha vida neste meio tempo.
Leva a chuva pra fora, arranque-a do peito.
Entre textos e lixos neste meu quarto.
Enxergo dois terços de mim em você.
Escrevo, não cala, sinto os ouvidos, erótica fala.
'A luz apaga'
Me cego se pego um poema de outra autoria.
Um daqueles que pareciam descrever você.
'A luz acaba'
Falavam dos olhos de lua da amada.
Dos lábios sutis, bochecha quase rosada.
Do cabelo negro, de branco e de índio.
Do banho e da noite, talvez foi comigo!
'Abre as janelas'
Agora sou eu quem cuida dela.
Essa poesia sincera, esse amor europeu.
Que sofre, que ama, pergunta e exclama:
- Quem me amou se o amor é todo teu?
Álisson Bonsuet.
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